31 julho 2017

"Jaime Lima"-Entrevistas com Escritores(Maratona de Entrevistas)

Olá amadinhos! Tudo bem com vocês? Espero que sim, estou trazendo mais uma maratona para vocês, espero que gostem.....



Jaime Lima de Souza Filho,  48 anos de idade,  carioca. Nasceu em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Desde 2015 está morando em Barbacena, Minas Gerais.....

Vamos conhecer mais um pouco sobre ele?


- Qual foi a primeira coisa que escreveu? (pode nos dar uma amostra)? Qual foi sua primeira referência literária?
R: Minha primeira produção literária foi um conto de fadas brasileiro intitulado “O Espelho Mágico”. Na época em 1979 tinha 10 anos e morava em Vaz Lobo, RJ. Minha primeira referência literária foi meu ex-vizinho do prédio dos fundos, Ricardo França de Gusmão, da época que morei em Vaz Lobo, RJ, de 1976 a 1989 período correspondente dos meus 6 aos 20 anos. Desde criança Ricardo revelou-se ser um exímio escritor e eu queria ser que nem ele. Ao longo do tempo, Ricardo formou-se em jornalismo pela Universidade Gama Filho em Piedade, no RJ, ganhou vários concursos de poesias, recebeu três prêmios de direitos humanos internacionais, criou o evento literário e cultural Poêtere em Petrópolis e o projeto de inclusão social da prática de xadrez “Defensores do Rei”.


- Qual sua relação com os livros, digo como leitor?
R: Sou um assíduo pesquisador, isso não significa que sou um devorador de livros, mesmo por que, para isso necessitaria de dispêndio financeiro. Mas não coloco isso como obstáculo para minha formação cultural. Sou professor licenciado em letras e isso me exige sempre aprimorar meus conhecimentos. Amo escrever. E o fato de estar antenado com as notícias de telejornais me inspira para meu processo de criação dos textos que escrevo. Fui colecionador de livros físicos (por prazer) influenciado justamente para essa minha formação no magistério. A minha estante na cidade que morava em Araruama (Região dos Lagos/RJ) era cheia de livros técnicos e romances. Morei em Araruama de 1989 a 2015. Atualmente moro em Barbacena, Minas Gerais. Fui obrigado a me desfazer desses livros por falta de espaço para essa minha nova residência em Minas. Atualmente sempre quando posso leio livros virtuais. O último que li foi “Vida Líquida” de Zigmund Bauman, de 2005, recomendado pelo professor Lucílio Luis, do módulo “Empreendedorismo na Educação” do meu curso de Pós graduação da Promove em Santos Dumont em Minas Gerais. Esse livro imprimi da internet e me marcou muito e me inspirou a escrever o poema “Tempos cibernéticos” que fala de uma sociedade que vive refém de prazeres descartáveis.


 - Qual seu gênero literário favorito?
R: Poesia, romance e biografia – esses seriam os gêneros preferidos. Mas a bem da verdade sou eclético – gosto de ler um pouco de tudo.

- Sua maior dificuldade como escritor?
R: Desde que comecei a levar a sério a arte de escrever na minha adolescência a minha maior dificuldade foi de construir poemas. Admiro os poetas que lapidam os versos e retiram toda adjetivação supérflua. Mas mesmo assim, me orgulho de ter escrito alguns poemas clássicos. Não usei nenhuma técnica para escrever esses poemas. Foi tudo um processo intuitivo. Na verdade me considero um eterno aprendiz e não escrevi só poemas. Escrevi também contos, ensaios. Tenho na minha bagagem uma crônica, uma resenha critica consagrada sobre educação e um manifesto sobre o boicote literário que teve grande repercussão nas redes sociais.
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-Sua família sabe que escreve? (Todo mundo quer saber essa parte)
R: Sim, sabe. Meu livro “Mil Léguas: referências e autonomias” que está disponível desde 2008 a venda pelo boleto bancário no site do clube dos autores – tive o prazer de autografar a meus pais ainda em vida em 2016. Meu livro já está na 8º edição. E meus pais já são octogenários e morando no prédio da minha irmã mais velha no Recreio, RJ. Tive o prazer de presentear meu livro também para minha irmã mais velha que mora nesse mesmo prédio do Recreio.


 - Já pensou em desistir de escrever?
R: Não. Mas já tive grandes períodos de ostracismos. Já sofri uma profunda depressão por me questionar se tenho talento ou não para escrever. Mas por fim, continuei em frente, pois sempre tive um sonho desde criança em publicar um livro. De certa forma, esse sonho se concretizou na minha fase adulta. Meu livro está a venda no site do clube dos autores. Não deixa de ser uma vitrine. Apesar de virtual. Sonho com um patrocínio de uma editora física.
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-O que você acha que é preciso pra ser um bom escritor?
R: VISÃO, CORAGEM E ATITUDE. Visão de vislumbrar que sua mensagem irá ultrapassar oceanos. Coragem de se expor na fogueira da opinião dos diferentes públicos. E, por fim, atitude, de continuar em frente no caminho escuro do funil literário. E, na maioria das vezes, não há luz no fim do túnel.
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- Em sua opinião, qual a principal função do escritor?
R: Ser um formador de opinião. E isso exige uma responsabilidade e um comprometimento muito grande – pois nesse interem – revela-se algo precioso que se chama caráter.
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-Qual foi o momento em sua vida que você disse "Isso está muito bom! Quero que todos vejam"?
R: Foi na minha adolescência em que passei por alguns fatos marcantes. No primeiro ano do segundo grau do Colégio Hélio aos 16 anos cinco poemas meus foram autografadas numa mesa instalada no pátio. Ainda, no colégio Hélio Alonso, um poema meu foi escolhido para ser declamado na abertura do auditório da exposição de artes para uma plateia de 200 pessoas. Aos 17 anos um poema da minha autoria recebeu Menção Honrosa (11º lugar) na VII Ciranda de Poesias da Biblioteca Regional de Jacarepaguá no Rio de Janeiro. Aos 23 anos duas matérias minhas foram veiculadas no jornal “A Voz de Araruama” em 1993. A primeira trazia uma foto minha em preto e branco batendo na máquina de escrever e trazia o titulo: “A luta de um jovem poeta” que descrevia minha biografia literária até então e pedia ajuda aos órgãos competentes da cultura para patrocinarem a publicação do meu livro. Na semana seguinte, conforme prometido o referido jornal publicou o poema “Mil Léguas”.  Em novembro de 1994 outra pequena nota biográfica sobre minha trajetória com o titulo “S.O.S Poeta” saiu no jornal “O Invasor” de Araruama. Em 2003 no quarto ano do curso de Letras uma resenha critica que escrevi sobre uma matéria de Sylvio Gallo intitulada “Transversalidade e Educação: pensando em uma educação não disciplinar” foi selecionada para sair no Jornal Littera da Ferlagos (Cabo Frio/RJ) – faculdade esta que, por sua vez, me formei. Mas sem dúvida o fato que mais me marcou foi a conversa que tive ao telefone em 1986 aos 16 anos com o saudoso poeta Carlos Drummond de Andrade um ano antes dele falecer em 17 de agosto de 1987 aos 84 anos. Mas mudando de assunto. Gostaria de ilustrar uma passagem de um dos meus recentes poemas intitulado “Tempos cibernéticos”. Fiquei muito orgulhoso pelo honroso comentário (dentre tantos outros) nas redes sociais que elogiou os seguintes versos: “Como será o mapeamento cerebral das próximas gerações? Seremos providos de neurotransmissores antiemotivos plugados na corrente máxima de elétrons do egocentrismo?”. Esse contato disse que fui muito feliz na construção desses versos por expressar – por via de metáforas e aliterações – o momento que o mundo vive – uma sociedade de consumo em que as relações são frias e as pessoas vivem  reféns de prazeres descartáveis.
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-O que você sente enquanto escreve?
R: Liberdade, sentido de vida.
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-O Que você acha de seus leitores?
R: Apesar de divulgar meus textos nas redes sociais esperava que fosse ter uma recepção maior em relação a minha produção literária. Por isso, a única coisa que peço, e que tenham um desprendimento para primeiro conhecer minha obra para depois, enfim, ter condições de analisar. Sou totalmente contra ao pré-julgamento. Mas me julgo um escritor privilegiado. Meus leitores acabam virando em sua maior parte, meus amigos. Eles são incríveis, intensos. Sentem meu livro e vários deles acabam levando a mensagem para suas vidas pessoais. O que faz deles mais que leitores.
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-O que você de hoje, diria a você de antes?
R: Agradeço ao Jaime-criança pelo espírito visionário que carrego em mim até hoje.
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-Se você pudesse ser um personagem do seu livro qual seria?
R: O personagem de John Gray interpretado por Mickey Rourke no filme “9 ½ Semanas de Amor” de 1986. Escrevi um poema a respeito desse filme.
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-Você inspirou-se em alguém para escrever um de seus personagens? Um possível amor talvez?
R: Sim. Na oportunidade que escrevi o poema “Desígnios” em homenagem a minha esposa Cintia Saraiva Ferreira.
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-O que é mais difícil escrever o primeiro capítulo ou o último?
R: Não tenho experiência em romances. Mas a primeira parte do meu livro é a respeito da minha biografia que dividi em capítulos. Relatei nessa minha biografia desde minhas primeiras influências literárias que levaram a escrever desde quando era criança.
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-De onde tirou inspiração para o titulo?
R: De 1983 a 1986 período dos meus 13 aos 16 anos morando em Vaz Lobo, no Rio de Janeiro escrevi um livro de poesias intitulado “Resíduos de uma Saudade”. Mas como era adolescente fiquei desiludido e joguei muitos poemas fora. Apenas conservei os mais clássicos. Na minha fase adulta descobri em 2008 a existência do site do clube dos autores. Até então já tinha resgatado essa minha produção literária e acrescentei textos inéditos. Não conservei o título “Resíduos de uma Saudade” por acreditar que remetia a uma nostalgia infantil. E mudei o titulo para “Mil Léguas” por acreditar que tinha um teor simbólico mais forte e despertaria mais curiosidade para um pretenso público leitor. “Mil Léguas” na verdade foi uma reeleitura da minha produção adolescente de “Resíduos de Saudade”. Já na 8º edição em 2017 meu livro ganhou um subtítulo e passou a se chamar “Mil Léguas: referências e autonomias”.
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-Qual personagem do livro você gostaria de trazer a realidade?
R: O personagem “Dom Quixote das Letras” que foi um poema que escrevi que aludia a toda minha luta por tentar encontrar meu espaço dentro da literatura e ter meu nome reconhecido.
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-Se o seu livro fosse adaptado par as telonas do cinema, quais atores e atrizes gostaria que desse vida a seus personagens?
R: Difícil essa pergunta. Mas preferiria que alguém parecido comigo me interpretasse no cinema e contasse a minha vida desde criança narrando desde as minhas primeiras influências literárias até a minha fase adulta.
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-Qual sensação de publicar um livro?
R: Realização pessoal – independente do retorno desse projeto. A sensação de publicar em plataformas digitais e ver o retorno acontecer é incrível, poder ter o contato direto com as pessoas que te leem. Mas ser publicada por uma editora, ver seu livro físico nas mãos, participar de uma Bienal, deve transcender a barreira de qualquer sensação de êxtase. Não tive ainda esse privilégio. Meu livro está somente disponibilizada a venda pela internet. Busco patrocínio de uma editora física para publicar meu livro com tiragem em larga escala. Sonho também conceder entrevista sobre meu livro para uma prestigiada emissora de televisão. Por enquanto só concedi entrevista em 2016 para duas emissoras de rádio em Barbacena, Minas Gerais. São elas: Correio da Serra AM 1230 e Rádio Sucesso.
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-Em qual editora você quer publicar o seu livro? Você já tem isso em mente?
R: Não tenho uma editora preferida que poderia dizer que gostaria que meu livro fosse publicado. Estou a disposição de contatos para uma grande editora que não fosse virtual par entrar em contato comigo. Meu celular é 32 98503 84 07. Meu email é jaime.lsf@outlook.com. Meu facebook pessoal é “Jaime Lima”. Meu facebook comercial é “Mil Léguas: referências e autonomias”. Meu twitter é @jaime_lsf.

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-Vai dedicar /Ou dedicou seu livro a alguém?
R: Sim, já autografei meu livro para meus pais e para minha irmã mais velha.
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-O que você tem achado mais difícil desde que começou a postar seu livro?
R: Bom, o termômetro que tomei por base são as redes sociais. Não vejo retorno dos textos que publico no facebook e os comentários são esporádicos. É uma pena. Não digo por mim. Isso tudo é culpa do sistema. Da educação do nosso país. A maioria das pessoas são alienadas e só ficam curtindo figurinhas com baboseiras e não possuem o desprendimento de valorizar novos escritores e incentivar a literatura nacional.
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-Qual a pior e melhor critica que seu livro recebeu?
R: Já recebi elogios sobre meu livro. Escritores virtuais que nem conheço pessoalmente me deram maior força. Professores das escolas em que lecionei português. Familiares mais próximos também. Mas sinto falta de interesse de um público maior de leitores para conhecer meu trabalho.
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-Acha blogs literários importantes? Qual é a sua visão em relação a eles?
R: Sim, nos tempos atuais, as plataformas digitais são indispensáveis para fazer a publicidade dos novos talentos escritores brasileiros. O lado positivo é que esse tipo de ajuda, nós escritores, não tínhamos. Comecei a escrever na máquina de escrever e não havia internet nessa época. Mas com o advento da tecnologia – permitiu a mobilidade, a portabilidade das mídias digitais e a quebra do monopólio das corporações de comunicação. O lado negativo são os boatos das redes sociais. Há um lado obscuro de uma “imprensa marrom” dos ditos blogs que deturpam a verdade e ao invés de promover a obra da nova safra de escritores – só difamam os mesmos com olhar preconceituoso. Por isso agradeço a oportunidade de estar concedendo essa minha entrevista para vocês e falar sobre minha trajetória e sobre meu livro.
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-Sua opinião sobre a rixa que dizem ter entre escritores e blogueiros?
R: Uma perda de tempo. Em minha opinião escritores e blogueiros deveriam caminhar de mãos dadas.
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-Como conheceu nosso blog?
R: Através do facebook vagando por essa imensidão que é a internet me deparei com o blog e me identifiquei com a forma como as pessoas se expressavam por lá.
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-Bom para mim e uma honra tê-lo aqui, e o que você espera dessa nossa parceria?
R: Que seja eterna enquanto dure.
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-O mercado literário é um pouco difícil, vários gostos e opiniões, desejos diferentes. E um ponto que atualmente é muito debatido é sobre a representatividade. Qual a sua opinião sobre a "representatividade"?
R: Necessária e indispensável para o escritor construir sua história e seu legado para as próximas gerações. Acredito que a representatividade deva ser feita de forma natural, nunca forçada.
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-Uma mensagem para os leitores/escritores que estão cada dia entrando nesse meio, e deseja ter seu livro publicado, qual seu conselho a eles?
R: Tenho uma estória de mais de 30 anos. De um sonho de criança consegui na fase adulta publicar meu livro. O caminho literário realmente é muito difícil. Mas não percam o foco, a fé, o comprometimento e o amor pelo oficio de escrever. Assim, um dia, as portas se abrirão. Mas gostaria de aproveitar o ensejo de me aprofundar na minha mensagem – para sair da mesmice e da trivialidade. Nada mais do que interessante nesse momento em fazer uso de dois desabafos literários de ilustres escritores que tomei conhecimento pelas redes sociais. O primeiro deles é Oliver Lemes, poeta e autor de “Anjos Urbanos”. Segundo seu depoimento, ele quebrou a retórica, de certa hipocrisia que é veiculada em somente manifestar agradecimento em homenagens homéricas pelo - 25 de julho – dia do escritor – somente quando a data lhe confere. Para Oliver Lemes, o dia do escritor deveria ser comemorado todos os dias. E concordo com ele. Todo dia é dia da palavra. Independente de ser escrita, erudita, clássica. A palavra tem um sentido libertador, catarse necessária para nós autores nos redescobrirmos. A palavra tem um sentido místico, é sem dúvida, deveria ser encarada como uma energia viva, onipresente. Cabe acima de tudo a quem se dispõe a ser um escritor que a palavra voe, que saia do ego, que supere a primeira pessoa e possa assim abraçar o sentimento de toda a humanidade. Que a mensagem dita seja intemporal – e perpasse contemporânea ao longo das gerações. Que possam dizer ao ler suas palavras – sentindo-as como se fossem as minhas, como se tivessem sido tiradas da minha boca, da minha alma. Quando ao processo criativo – há uma divergência – muitos autores não acham necessário aprender técnica de escrita, pois se julgam autossuficientes e que as ideias que florescem para o papel são 100% instintivas e orgânicas. Por isso a dica que passo para essa nova geração de escritores – para aqueles que estão começando a carreira é reconhecer a importância da coexistência de duas coisas no processo de escrita, e já agora, se fazendo valer, pelas palavras de Victor Hugo, romancista francês, que seria transpiração e inspiração. As vezes se tem a inspiração para escrever mas não se tem a técnica para transpor, para cortar palavras, para tirar toda adjetivação supérflua para o papel. E esse seria o trabalho da transpiração ou da lapidação da palavra. Esse foi o conselho que me foi passado pelo memorável professor Eraldo Ravasco Moreira Maia, autor de “Poemas da Fé” no quarto ano do meu curso de letras da Ferlagos (Fundação Educacional da Região dos Lagos – situado na cidade de Cabo Frio, RJ). Portanto, outro conselho que passo, é que precisávamos sim conhecer as “regras da escrita”, conforme diria a escritora Claudia Sobreira Lemes, pois só conhecendo essas regras, teremos condições de quebrá-las, conforme o fizeram os modernistas, sobretudo na primeira fase. É importante também praticar muita escrita livre, ler muito jornal e revista, estar antenado com as noticias dos telejornais para se praticar a escrita de textos honestos e cativantes para um pretenso público leitor


62 comentários:

  1. Muito bom interagir um pouco com a sua história de vida. São passagens que eu como escritor muito me indentifico.
    Fiquei feliz em saber também que um dos gêneros que mais gosta é poesia,
    obrigado por me permitir essa aproximação a ti como pessoa. Desejo-lhe o melhor nesse caminho pois você merece. @LilloGuimaraes

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    1. Obrigado pelo belíssimo depoimento meu amigo escritor e poeta Lillo Guimarães. Nós escritores, juntos, somos mais fortes! Abaixo o "boicote literário", por sinal, velado, nas mídias sociais! Um forte abraço!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Além da gratidão pela homenagem a mim, como poeta, devo salientar a gratidão pelo professor, sem o qual nenhum poeta existira, e lembrar que na China, o Imperador só se curvava ao professor, tendo sido este, o mestre do próprio Imperador. Sim, é preciso que se cultue a palavra todos os dias e em todos os lugares e que se busque sempre a melhor forma de cultivar seu uso. Devo também gratidão a cada escritor e poeta que mantenha vivo o culto da palavra e que a leve para futuras gerações, como propõe o escritor Jaime Lima, pois esse é sem dúvida, o oficio da escrita. Evoé, Anjos Urbanos

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    1. Obrigado meu amigo poeta e escritor Oliver Lemes. Tenho acompanhado seus poemas do seu livro "Anjos Urbanos". Você faz parte daquela safra de escritores que possuem o dom da palavra é que só faz reafirmar - estilo próprio e ousadia. Não são todos que são agraciados com essa facanha. Parabéns !

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  4. Bela entrevista, Jaime. Desejo muito sucesso a você nesta longa jornada literária, que sabemos ser árdua. Escrever é libertador. Sigamos em frente. Parabéns!

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    1. Alguma parte da minha entrevista você se identificou meu amigo poeta Everton?

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  5. ENTREVISTA NO BLOG "AMANTE DOS LIVROS". EDITEI ALGUMAS DAS MINHAS RESPOSTAS EM 09.AGO.2017 QUARTA. SEGUE ABAIXO:
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    Amante dos Livros- Qual foi a primeira coisa que escreveu? (pode nos dar uma amostra)? Qual foi sua primeira influência literária?

    Jaime Lima: Minha primeira produção literária foi um conto de fadas brasileiro intitulado “O Espelho Mágico”. Na época em 1979 tinha 10 anos e morava em Vaz Lobo, RJ. Minha primeira referência literária foi meu ex vizinho do prédio dos fundos, Ricardo França de Gusmão, da época que morei em Vaz Lobo, RJ, de 1976 a 1989 período correspondente dos meus 6 aos 20 anos. Desde criança Ricardo revelou-se ser um exímio escritor e eu queria ser que nem ele. Ao longo do tempo, Ricardo formou-se em jornalismo pela Universidade Gama Filho em Piedade, no RJ, ganhou vários concursos de poesias, recebeu três prêmios de direitos humanos internacionais, criou o evento literário e cultural Poêtere em Petrópolis e o projeto de inclusão social da prática de xadrez “Defensores do Rei”. Respirei o meio literário desde criança – voluntária ou involuntariamente – (não vem o caso) - em virtude de três vizinhos irmãos escritores ainda crianças também. São eles: Ricardo, Eduardo e Luciana (da família França de Gusmão). Nessa época que morava em Vaz lobo, RJ. Sendo que um desses irmãos (o Ricardo) - conformei mencionei - se destacou e seguiu carreira, tornou-se jornalista e poeta, ganhando destaque não só quanto a isso, mas também por conta de seu caráter por não se deixar corromper pelas instituições falidas do poder público e peregrinar militante em vários engajamentos sociais e culturais. Ricardo França inclusive publicou um livro de poesias intitulado “O Poema que morreu, eu e outras vítimas” com poemas inscritos inclusive antes de começar o curso de jornalismo.

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  6. Amante dos Livros-Qual foi o momento em sua vida que você disse "Isso está muito bom! Quero que todos vejam"?

    Jaime Lima-Foi na minha adolescência em que passei por alguns fatos marcantes.No primeiro ano do segundo grau do Colégio Hélio,no Méier,RJ,aos 16 anos cinco poemas meus foram autografadas numa mesa instalada no pátio.Ainda,no colégio Hélio Alonso,um poema meu foi escolhido para ser declamado na abertura do auditório da exposição de artes para uma plateia de 200 pessoas. Aos 17 anos um poema da minha autoria (TNT)que tratava da ditadura militar de Pinochet no Chile recebeu Menção Honrosa (11º lugar)na VII Ciranda de Poesias da Biblioteca Regional de Jacarepaguá no Rio de Janeiro.Na época cursava o 1ª ano do Curso Técnico em Processamento de Dados da SUSE–Colégio Santa Edwiges localizado em Jacarepaguá,RJ.Aos 23 anos duas matérias minhas foram veiculadas no jornal “A Voz de Araruama”em 1993 graças a intervenção de Suzana Pequeno,na época,Secretaria de Eventos do Teatro Municipal de Araruama. Quem era diretor desse jornal era Jandyr Aragão que escrevia em sua coluna–matérias referente a cidade de Araruama normalmente de teor político.Pois bem.Na primeira matéria (na edição de 07 de agosto de 1993)trazia uma foto minha em preto e branco batendo na máquina de escrever e trazia o titulo:“A luta de um jovem poeta” que,por sua vez,descrevia minha biografia literária até então e pedia ajuda aos órgãos competentes da cultura para patrocinarem a publicação do meu livro.Na semana seguinte, conforme prometido o referido jornal publicou o poema “Mil Léguas”.Em novembro de 1994 outra pequena nota biográfica sobre minha trajetória com o titulo “S.O.S Poeta” saiu no jornal “O Invasor”de Araruama na seção Toques Fast.Essa intervenção só foi possível graças ao editor chefe do referido jornal chamado Ricardo Diniz Tavares Guerreiro, que por sua vez,tinha uma veterinária no bairro da Pontinha em Araruama.Em 2003 no quarto ano do curso de Letras uma resenha critica que escrevi sobre uma matéria de Sylvio Gallo intitulada “Transversalidade e Educação: pensando em uma educação não disciplinar” foi selecionada para sair no Jornal Littera da Ferlagos(Cabo Frio/RJ) – faculdade esta que, por sua vez, me formei.Essa resenha foi desenvolvida na matéria de Produção Textual da professora Ione Moura Moreira e foi justamente ela que intercedeu para que minha matéria fosse veiculada no jornal da faculdade.Quem era diretor desse jornal foi meu ex professor Eraldo Ravasco Moreira Maia.Outro acontecimento marcante,na minha fase universitária do curso de Letras na Ferlagos,foi o elogiado e memorável nota 10 do meu ensaio “Musas e Herdeiras”aludindo ao conceito de beleza do meu ex-professor Marcus Coelho–da matéria de Introdução a Filosofia.Nessa época em 2003 havia saído o ensaio fotográfico de Ticiane Pinheiro(que contava com 24 anos)junto com sua mãe Helô Pinheiro (57)“a eterna garota de Ipanema”.Por isso achei nada mais conveniente ao fazer um ensaio filosófico sobre beleza,que dissertar sobre a repercussão que trouxe essa edição da Playboy e aproveitei a oportunidade em fazer uma dicotomia daquilo que denominei “Tempo de Ticiane” e “Tempo da Helô”.Mas sem dúvida o fato que mais me marcou foi a conversa que tive ao telefone em 1986 aos 16 anos com o saudoso poeta Carlos Drummond de Andrade um ano antes dele falecer em 17 de agosto de 1987 aos 84 anos. (Continua resposta no próximo post)

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  7. Amante dos Livros - Qual foi o momento em sua vida que você disse "Isso está muito bom! Quero que todos vejam"?
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    Mas mudando de assunto. Gostaria de ilustrar uma passagem de um dos meus recentes poemas intitulado “Tempos cibernéticos”. Fiquei muito orgulhoso pelo honroso comentário (dentre tantos outros) nas redes sociais que elogiou os seguintes versos: “Como será o mapeamento cerebral das próximas gerações? Seremos providos de neurotransmissores antiemotivos plugados na corrente máxima de elétrons do egocentrismo?”. Esse contato que está adicionado as minhas redes sociais fez um comentário imparcial (e gosto disso) a respeito da construção desses versos e da mensagem do poema em sua integridade. Segundo suas palavras: “Em termos de ritmo e de aliterações, gostei especialmente desses versos, Jaime Lima. O problema, a meu ver, é a falta de corte do seu poema. A temática é gigantesca. Você parece querer abranger (com conhecimento de causa, sem dúvida) toda a complexidade do mundo contemporâneo num piscar de olhos do poema... E há também, às vezes, uma carga de crítica política exagerada para ser postada em versos.” Outra passagem que gostaria de destacar foi de um notável comentário da escritora, poeta e historiadora Deise Zandorá Flores, autora do livro “Alta Sensibilidade” a respeito do manifesto que escrevi intitulado “Boicote Literário”. Segundo suas palavras: "De uma perspectiva histórica, múltiplas são as razões que levam pessoas a não cultivar o hábito da leitura, desde a mera falta de interesse até questões econômicas e culturais. Essas análises nos permitem compreender diferentes os contextos, no entanto, não servem para justificar a passividade. Todas as perspectivas dificilmente caberiam em um poema. É necessário olhar para todos os lados. "Boicote Literário", do amigo e poeta Jaime Lima, em alguma medida, direta e indiretamente, dialoga com meus poemas "Livros Emudecidos", "Oração ao Intelectual Ressentido", inclusive com a sátira "Post Mortem". O poema traz um rico recorte do tema "não leitura", explorando, dentre outros aspectos, o fechamento de muitos autores contemporâneos em si mesmos, seja por sentimentos de concorrência, vaidade, entre outros sentimentos atuais, trazidos, no seu texto, como cores saídas do caleidoscópio da alienação, ampliando este conceito. O poeta traz a visão e sensibilidade particulares de quem é professor de português e se depara diariamente com este problema. Aborda o tema com o fulgor próprio de um texto que é ao mesmo tempo um poema, um clamor, um manifesto crítico e indignado e uma convocação à leitura. Seja por qual perspectiva o tema for abordado, a necessidades de cultivar o hábito da leitura é inegável. Fica aqui o meu convite a ler e apreciar o poema ―Boicote Literário - do poeta e escritor Jaime Lima. Saudações poéticas, Deise Zandoná Flores". Mas um dos comentários mais marcantes em relação a minha obra, por via também das redes sociais, foi receber o reconhecimento da primeira influência literária na época que ainda era criança, do meu ex vizinho de Vaz Lobo, o jornalista e poeta, Ricardo França de Gusmão sobre meu poema “Poetizando o Lecionar”, que escrevi em 2016, e expus em versos um retrato fiel dos caminhos e descaminhos da educação brasileira. Coincidentemente, no último dia de internação de Ricardo França no Hospital Quinta D´or (São Cristovão/RJ) no dia 19 de agosto de 2016, sexta, curtiu no facebook esse poema comentando: “10”. Logo em seguida Ricardo comentou: “Jaime Lima, de Vaz Lobo, fazendo e escrevendo a diferença!” Primeira vez que Ricardo faz um comentário (apesar de curto) de um poema meu. Lembrando que Ricardo havia ficado 21 dias internado.

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  8. Amante dos Livros- O Que você acha de seus leitores?

    Jaime Lima - Apesar de divulgar meus textos nas redes sociais esperava que fosse ter uma recepção maior em relação a minha produção literária. Por isso, a única coisa que peço, e que tenham um desprendimento para primeiro conhecer minha obra para depois, enfim, ter condições de analisar. Sou totalmente contra ao pré-jugamento. Mas me julgo um escritor privilegiado. Meus leitores acabam virando em sua maior parte, meus amigos. Eles são incríveis, intensos. Sentem meu livro e vários deles acabam levando a mensagem dos meus textos para suas vidas pessoais. O que faz deles mais que leitores. Longe de mim, polemizar a cada texto que publico. Minha intenção é despertar mentes abertas e não converter mentes fechadas. Quem sou eu para isso. Não sou dono de nenhuma verdade, como nenhum ser vivo o é. Mas, eu não ataco pessoas, eu ataco instituições. É preciso que isso fique bem claro. Tenho um respeito enorme com meu fiel público-leitor. Por falar nisso, apropriado seria a máxima do escritor e professor português Vergílio Ferreira: “O grande sonho de todo escritor – se o tiver será o de nunca encontrar o leitor “ideal”, Porque se o encontrasse, a sua obra morreria aí. Cada leitor, com efeito, recria a obra que lê; e a perpetuidade de uma obra significará a sua perpetua recriação”. Gostaria sinceramente que, com o passar do tempo pudesse cada vez mais atrair seguidores nas redes sociais – como é o caso do Facebook e do Twitter. Que, fosse agraciado em atingir um número significativo de assíduos leitores interessados em dividir experiências comigo pelos assuntos que abordo; sejam eles dentro de uma perspectiva poética ou mais próxima da realidade.

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  9. Amante dos Livros - Qual sensação de publicar um livro?

    Jaime Lima - Realização pessoal – independente do retorno desse projeto. A sensação de publicar em plataformas digitais e ver o retorno acontecer é incrível, poder ter o contato direto com as pessoas que te lêem. Mas ser publicada por uma editora, ver seu livro físico nas mãos, participar de uma Bienal, deve transcender a barreira de qualquer sensação de êxtase. Não tive ainda esse privilégio. Meu livro está somente disponibilizado a venda pela internet. Busco patrocínio de uma editora física para publicar meu livro com tiragem em larga escala. Sonho também conceder entrevista sobre meu livro para uma prestigiada emissora de televisão. Por enquanto só concedi entrevista em 2016 para duas emissoras de rádio em Barbacena, Minas Gerais. São elas: Correio da Serra AM 1230 e Rádio Sucesso FM 101,7.

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  10. Amante dos Livros - Uma mensagem para os leitores/escritores que estão cada dia entrando nesse meio, e deseja ter seu livro publicado, qual seu conselho a eles?

    Jaime Lima - Tenho uma estória de mais de 30 anos. De um sonho de criança consegui com muito custo publicar meu livro na minha fase adulta. O caminho literário realmente é muito difícil. Para isso é imprescindível não perder o foco, a fé, o comprometimento e o amor pelo oficio de escrever. Assim, um dia, as portas se abrirão. Mas gostaria de aproveitar o ensejo de me aprofundar no meu conselho – para sair da mesmice e da trivialidade. Nada mais do que interessante nesse momento em fazer uso de dois desabafos literários de ilustres escritores que tomei conhecimento pelas redes sociais. O primeiro deles é Oliver Lemes, poeta e autor de “Anjos Urbanos”. Segundo seu depoimento, ele quebrou a retórica, de certa hipocrisia que é veiculada em somente manifestar agradecimento em homenagens homéricas pelo - 25 de julho – dia do escritor – somente quando a data lhe confere. Para Oliver Lemes, o dia do escritor deveria ser comemorado todos os dias. E concordo com ele. Todo dia é dia da palavra. Independente de ser escrita, erudita, clássica. A palavra tem um sentido libertador, catarse necessária para nós autores nos redescobrirmos. A palavra tem um sentido místico, é sem dúvida, deveria ser encarada como uma energia viva, onipresente. Cabe acima de tudo a quem se dispõe a ser um escritor que a palavra voe, que saia do ego, que supere a primeira pessoa e possa assim abraçar o sentimento de toda a humanidade. Que a mensagem dita seja intemporal – e perpasse contemporânea ao longo das gerações. Que possam dizer ao ler suas palavras – sentindo-as como se fossem as minhas, como se tivessem sido tiradas da minha boca, da minha alma.

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  11. Amante dos Livros - Uma mensagem para os leitores/escritores que estão cada dia entrando nesse meio, e deseja ter seu livro publicado, qual seu conselho a eles? (continuação)
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    Quando ao processo criativo – há uma divergência – muitos autores não acham necessário aprender técnica de escrita, pois se julgam autossuficientes e que as ideias que florescem para o papel são 100% instintivas e orgânicas. Por isso a dica que passo para essa nova geração de escritores – para aqueles que estão começando a carreira é reconhecer a importância da coexistência de duas coisas no processo de escrita, e já agora, se fazendo valer, pelas palavras de Victor Hugo, poeta e prosador francês do século XIX, que seria 80% de transpiração e 20% de inspiração. Thomas Edison, o inventor da lâmpada, generaliza e é mais radical, afirmando que a genialidade envolve 1% de inspiração e 99% de transpiração. Às vezes se tem a inspiração para escrever mas não se tem a técnica para transpor, para cortar palavras, procurar a imagem mais sugestiva, tirando assim toda adjetivação supérflua para o papel. E esse seria o trabalho da transpiração ou da lapidação da palavra. Esse foi o conselho (por uma carta entregue em mãos que guardo com carinho até hoje) pelo memorável professor Eraldo Ravasco Moreira Maia, autor de “Poemas da Fé” no quarto ano do meu curso de letras da Ferlagos (Fundação Educacional da Região dos Lagos – situado na cidade de Cabo Frio, RJ). O emblemático professor também mencionou na carta, o que Victor Hugo, considerava ser um dom. Alguns teriam sido agraciados com tal dom. Nasceriam poetas, desenvolvendo então, sua potencialidade inata. Já na conversa que tive com Drummond aos 16 anos pelo telefone um ano antes dele vir a falecer em 17 de agosto de 1984 aos 84 anos, ouvi do saudoso poeta: “Da mesma forma que um relojoeiro precisa a conhecer a técnica do conserto dos relógios um poeta precisa conhecer a técnica das leis da metrificação poética (...)”. Indagando aonde conseguiria essas leis, Drummond me respondeu: “No livro de Murillo Araújo que se encontra disponível para pesquisa na Biblioteca Regional do Rio de Janeiro.” Contando esse episódio ao professor Eraldo, na referida carta, ele escreveu: “Drummond, com quem você conversou um dia, costumava dizer que ser poeta é saber cortar palavras, uma vez que o discurso poético tem caráter sintético e não analítico.”

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  12. Amante dos Livros - Uma mensagem para os leitores/escritores que estão cada dia entrando nesse meio, e deseja ter seu livro publicado, qual seu conselho a eles? (continuação)
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    Já em conversa no Whatsapp em 2016 com Ricardo França de Gusmão (ex vizinho de infância e adolescência de Vaz Lobo, RJ e primeira referência literária) ele discordou dessa teoria. Para ele escrever é algo intuitivo basta simplesmente “tocar alguém”; “transmitir mensagem”. Ao realizar isso, pode-se dizer que se atingiu a máxima do que se espera da literatura. Portanto, outro conselho que passo, é que precisamos sim conhecer as “regras da escrita”, conforme diria a escritora Claudia Sobreira Lemes, pois só conhecendo essas regras, teremos condições de quebrá-las, como o fizeram os modernistas, sobretudo na primeira fase. Gostaria de parabenizar a entrevista de Mia Couto, um dos grandes expoentes escritores com mas de 20 livros publicados e conhecido mundialmente no programa “Conversa com Bial” na Rede Globo. Assisti a entrevista. E não querendo desanimar aos aspirantes a escritores que, verdade seja dita, embora possa parecer clichê (é realmente o é); não se ganha dinheiro com literatura no Brasil. Isso só é privilégio de poucos que vivem exclusivamente desse oficio. Procurem se especializar em outra área educacional – seja numa área técnica ou faculdade. Mia Couto em entrevista no programa “Conversa com Bial” disse que possui licenciatura plena em biologia e ainda trabalha na área. O tempo que ele tem para escrever é a noite. Por isso, reitero as palavras de Mia Couto, afirmando que escrever a principio deve ser vista como uma segunda atividade, não a principal. Muitos aderem o amor por escrever, mas voltados por uma idealização romântica. Essa é a grande armadilha. Por isso a minha dica é se especializar dentro de uma área profissional mais promissora e procure se especializar nela. Em 1989 aos 19 anos morando em Vaz Lobo, RJ fiz o vestibular integrado da UERF/UFRJ/CEFET no campus da Estácio de Sá em Rio Comprido no Rio de Janeiro. Não fui aprovado. Optei pelo curso de Comunicação Social. Na verdade queria ser jornalista. Como a pergunta que me remete é sobre qual o meu conselho para aqueles que estão iniciando no meio literário, nada mais do que oportuno de expor o depoimento de Ricardo França de Gusmão, poeta e jornalista, que foi meu ex vizinho do prédio dos fundos de Vaz Lobo, RJ. Em entrevista de Ricardo França ao jornal Metropolitano do Rio de Janeiro em 21 de julho de 2017 e divulgado no seu twitter, ele sintetizou uma dica para os aspirantes ao jornalismo, segundo suas palavras: “Que leia muito. Desde bula de remédio a poesia. E que aprenda a desconfiar. Depois a desconfiar. E depois a desconfiar. Só depois disso, escrever.”

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  13. Amante dos Livros - Uma mensagem para os leitores/escritores que estão cada dia entrando nesse meio, e deseja ter seu livro publicado, qual seu conselho a eles? (continuação)
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    Jaime Lima - Segundo Maria Canedo, que tem licenciatura plena pela UFMG ela afirma: “Para escrever bem, junte: conhecimento intimo das palavras, de si mesmo e do mundo para além de si. Depois cole com conectivos.” Mas talvez a mais preciosa dica que tive depois de uma trajetória literária de mais de 30 anos, foi o contato que tive por intermédio das redes sociais, com a notável escritora Lilian Amorim, Coach de Relacionamento inclusive de “dicas para aspirantes escritores”. Ela gentilmente me passou valiosos passos para aumentar a divulgação da minha obra. Segundo ela, por experiência própria, disse que o caminho para cativar os leitores é construir um blog literário com um nome sugestivo em que todos possam associar a ideia do livro com o nome do autor. Hoje em dia existem muitos sites que constroem blogs de forma gratuita, sendo que os mais conhecidos são o blogspot e o wordpress. Outro caminho associado a esta: é abrir uma conta de canal de vídeo para facilitar o intercâmbio com os leitores e ter uma visibilidade maior; para os leitores conhecerem sua linha de pensamento e das dicas a aspirantes que você teria a ofertar. Somente no final do vídeo fazer uma propaganda do seu livro e onde pode ser adquirido. Segundo Lilian Amorim, que na sua posição de Coach de Relacionamento, possui dois blogs, um canal de vídeo, faz consultoria via Messenger e Whatsapp e agendamento presencial em sua cidade, no que diz respeito ao mercado editorial, é muito importante o bom relacionamento do escritor para com seu público. O caminho é administrar a ansiedade. O erro dos escritores é se deixarem dominar pelo ego e pela vaidade. Não procurem feedback imediato ao que é publicado nas redes sociais. Porventura, havendo comentários, dos textos que venha a publicar, mesmo que evasivos e monossílabos, agradeça mesmo assim. Isso agregará valores positivos a imagem que você irá construir com seu público. Lilian Amorim disse que a maior virtude do escritor é se preocupar inclusive em cativar as pessoas que não gostam de ler. Por isso, o caminho não é postar textos longos nas redes sociais. As pessoas de um modo geral tem preguiça de ler. Para finalizar, segundo experiência própria, é muito importante praticar escrita livre, ler muito jornal e revista, estar antenado com as noticias dos telejornais. Dessa forma naturalmente a escrita de seus textos irão fluir de forma harmônica – com um “quê” de honestidade e estilo pessoal, qualidades necessárias enfim, para se cativar um pretenso público leitor. Sei que todas essas minhas dicas são frutos de uma visão bem particular e abrem um leque para vários outros questionamentos e discussões. O tema inegavelmente é polêmico. Mas de qualquer modo, ficarei feliz em saber que, através da minha experiência e credenciado por figuras renomadas que direta ou indiretamente estão envolvidas no meio literário, consegui enfim, despertar algo positivo na essência de cada um.

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  14. Haaa, meu amigo Jaime Lima, que orgulho vê-lo brilhar pleno e satisfeito com seu trabalho, (e diga se de passagem bem árduo), sabemos dos desafios e dificuldades do mercado literário em todos os sentidos e como um bom brasileiro e carioca como eu rsrsrsrs não desistimos nunca,adorei sua entrevista, e vfaço votos para que muitas outras venham por ai.
    Saúde, sucesso e muuuuita inspiração sempre.
    Abs.

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    1. Obrigado pelo comentário Ricardo. Sou carioca também. Grande parte da minha vida morei no Rio de Janeiro. Já morei em Nilopolis, Meier, Vaz Lobo e Araruama. Desde 2015 estou morando em Barbacena, Minas Gerais. Saudações literárias e um forte abraço !

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  15. Querido Jaime Lima, eu o conheci por acaso passeando pelos perfis do Facebook, fiquei muito interessada em conhecer as suas obras e ao ler a sua entrevista muitas questões sobre você, sua obra e inspiração foram sanadas, faço fervorosos votos de que não somente a sua obra mas a de outros autores que convenhamos são maravilhosas sejam reconhecidas e verdadeiramente apreciadas como se deve!
    Parabéns,pelo amor a escrita, pela coragem de acreditar e perseguir seus sonhos os tornando realidade, sucesso, sucesso, sucesso!!!

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    1. Obrigado pelas gentis palavras Sonia. Obrigado ! Fica com Deus !

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  16. É isso aí amigo... Vamos fazendo o o melhor que pudermos... e.. quem sabe???? Um ótimo final de semana para você!

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  17. Obrigado pelo carinho por ter prestigiado minha entrevista meu amigo poeta Paulo Books. Sigamos adiante ! O caminho literário é árduo - como você bem frisou - mas com foco, comprometimento e determinação e sobretudo amor à literatura nacional (que é a vitamina que nós, amantes das letras nutrimos e nos alimenta de "essência de vida") - iremos tornar um mundo um pouco melhor; pois nosso papel na sociedade é muito importante - somos por excelência sim - formadores de opinião. Um abraço e saudações literárias !

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  18. Parabéns pela perseverança e dedicação nas carreiras de professor e escritor, Jaime. A sua entrevista coloca em pauta as dificuldades e sonhos, peculiares a quem trilha o caminho de escritor e concordo quando diz que somos formadores de opinião e isso implica numa grande responsabilidade, quando nos posicionamos diante das questões sociais, por exemplo. No mais, faço coro com suas palavras, no que tange ao exercício de liberdade que a escrita nos possibilita e acredito na literatura, a poesia em especial, como o grande instrumento revolucionário em todas as épocas! Saudações e desejo de sucesso,

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    1. Obrigado pelo comentário minha amiga poetisa Lia Sena. Tenho apreciado seus poemas no Facebook. Você tem uma sensibilidade muito apurada para escrever. Como pode ter lido na minha entrevista me considero um eterno aprendiz. Talvez por isso a explicação do titulo do meu livro: "Mil léguas : referências e autonomias" - pois desde que alimentei esse sonho de publicar um livro desde quando era criança, fui tentando descobrir qual gênero literário me identifica mais. Por isso o meu livro é um resgate de toda uma vida, não só escrevi poesias, mas também ensaios, contos, uma crônica, uma resenha critica sobre educação e um manifesto intitulado "Boicote Literário" que teve muita repercussão nas redes sociais. Concordo com você. No que diz respeito a poesia e justamente pelo sentimento que você se referiu, que me sinto quando escrevo, faço dela um instrumento revolucionário, uma catarse, um ato libertador. Obrigado pelo desprendimento, carinho, paciência e gentileza para com a minha pessoa. Por isso desejo em dobro sucesso no ser versejar. Sigamos adiante! Nos escritores unidos somos mais fortes e temos que nos unir. Um abraço. Saudações literárias!

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  19. Meu querido pupilo Jaime, foi com muita alegria que li sua entrevista com suas respostas tão pertinentes. Percebo que você, em sua trajetória, evoluiu de uma criação ingênua, própria da sua tenra idade, para outra mais densa, mais adulta, mais expressiva. Quando, lá na faculdade, você me mostrou algumas de suas produções literárias, falei-lhe, como você bem recorda, em sua entrevista, daquilo que Victor Hugo diz a respeito do ser poeta. Para ele, é facílimo ou impossível. Com isso, quer dizer que há o germe da poesia na alma do poeta. Não havendo esse germe, jamais se será poeta. Mas é preciso, e percebo que você fez isso, permitir que o germe floresça, frutifique. É preciso munir-se dos meios linguísticos, dominar a palavra, cortejá-la, decifrá-la, alimentá-la, trabalhar, enfim. A arte, toda arte, e fruto desse dom e da exploração dele, pelo trabalho. Continue trilhando o caminho da criação literária, porque o germe está transformando-se em sólida e frutuosa árvore.

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    1. Saudoso e emblemático professor Eraldo Ravasco Moreira Maia dos memoráveis tempos do curso de Letras da Ferlagos (Cabo Frio/RJ) – período de 2000 a 2003. Lembro das aulas no quarto ano do referido curso do senhor e como havia dito na justa homenagem que lhe conferi, ainda guardo com carinho a carta que me entregou em mãos em 2003 contendo valiosíssimas dicas do seu “baú” de sensibilidade e conhecimento sobre a arte de poetizar. Na oportunidade o senhor analisou apenas poemas adolescentes e me indagou na carta se na minha fase adulta não havia escrito mais. Sim, professor. De 2003 para cá, continuei a minha luta. Tentando me descobrir como escritor. Considero-me um eterno aprendiz. Por isso publicamente gostaria de lhe agradecer por tudo. Pela predisposição, pelo carinho e pela referência e honra de ter sido seu aluno – e como se tudo isso não bastasse também na condição de seu fã dos belos poemas de cunho religioso que publica nas redes sociais. Peço a Deus que continue iluminando seu caminho e abençoando sua família. Um fraterno abraço e saudações literárias!

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  20. Jaime conseguiu passar nessa entrevista duas grandes questões das artes em geral e, em especial, de nossa, a literatura: 1) a vontade, ou melhor, a necessidade que temos em extravasar determinados sentimentos sob alguma forma de arte e 2) a dificuldade para que essa arte (nossos sentimentos assim expostos) seja [re]conhecida pelo “resto do mundo” (e sempre vale a pena recordar que Van Gogh nunca vendeu um quadro enquanto vivo). Nós que já “literaturamos” algum dia sabemos que é um caminho cheio de pedras e flores. A Jaime nossa torcida e nosso apoio para que continue sua virtuosa jornada.

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    1. Gostei do neologismo “literaturamos” – sim é esse mesmo o termo ao qual se referiu, essa é a nossa missão como formadores de opinião. Interessante também esse dado curioso quando ao pintor holandês Van Gogh (1853-1890). Não tinha conhecimento que ele nunca tinha vendido um quadro enquanto estava vivo. Mas também, trocando curiosidades, revido uma também meu amigo escritor Marcelo Mazutti. Ao ler uma matéria veiculada na internet por Alexandre Coslei, jornalista, professor e escritor consagrado, fiquei sabendo que Van Gogh em inúmeras vezes, trocando cartas com seu irmão Theo, discorre sobre literatura com a argúcia de um crítico e a paixão de um leitor voraz. A literatura é um tema tão recorrente para Van Gogh que nem nos surpreendemos quando ele confessa que poderia tê-la escolhido como meio de expressão, caso a pintura não houvesse se afirmado em sua vida. A bipolaridade emocional que o assolava afastou os amigos, incendiou o pavio das severas crises de depressão que sofreu, mas raramente o impediu que se dedicasse com afinco à criação dos seus quadros e à leitura intensa. Duas fortalezas resistiram até o fim na alma de Van Gogh, a pintura e os livros. Quem não pensa em Van Gogh também como um escritor certamente não leu suas cartas, um valioso acervo literário e histórico. E Vincent não se restringia a escrever, ele pensava sobre literatura. A rica correspondência com Emile Bernard, um pintor que se arriscava como poeta, demonstra sua lúcida habilidade em avaliar textos.

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  21. Arísia Aragão 15 de agosto 2017 19:26
    Q bom q vc teve um vizinho incentivador e admirador como referência desde cedo . outro fator relevante foi o prazer herdado da família... todo educador nasce de um ferrenho pesquisador e rato de biblioteca, que viciado pelo cheiro inconfundível dos livros tornam-se inevitavelmente também escritor...
    vc vai cativar muitos leitores, físicos e virtuais com o seu estilo singelo.

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    1. Obrigado Arisia por seu depoimento. Todos nós temos referências – as minhas – no caso literárias partiu sim, do meu ex vizinho Ricardo França de Gusmão do prédio dos fundos da minha época de infância e adolescência (1976 a 1989) da época que morava em Vaz Lobo, RJ. Ricardo como havia dito desde criança era precoce para escrever – e por isso eu, também criança, queria ser que nem ele. Ao longo do tempo acompanhei uma parte do progresso literário de Ricardo enquanto ainda estava morando em Vaz Lobo. Com o tempo Ricardo tornou-se poeta e jornalista, com várias condecorações de concurso de poesia. Só depois que me mudei para Araruama, RJ, pesquisando na internet, que fiquei feliz em saber que Ricardo tinha avançando muito mais no seu engajamento literário e cultural. Ganhou três prêmios internacionais de direitos humanos, criou o evento cultural e literário Poêtere em Teresópolis e o projeto de inclusão de prática de xadrez “Defensores do Rei” – além de ter publicado um livro “O poema que morreu, Eu e outras vitimas” que começou a escrever, segundo ele, antes de iniciar o curso de jornalismo. Por isso, digo que “referências do bem” são sempre bem vindas. São muitos importantes, pois assim aos poucos, passamos a nos descobrir e criarmos estilo próprio. Eu me considero um eterno aprendiz e a priori – via de regra – o que seria o ideal e agirmos sempre com humildade. No que tange ao meu ofício (como escritor e professor) é muito importante estar sempre sintonizado com as novas tendências literárias. A receita é estarmos sempre em constante aprendizado. Já fui muito “rato de biblioteca”.Atualmente um pouco mais moderado. A muito tempo que não me deparo com essa expressão, enfim, da pessoa que passa muito tempo pesquisando em biblioteca. Sou da época, quando criança, que não existia internet. As minhas pesquisas eram feitas indo pessoalmente a biblioteca ou consultando as famosas enciclopédias da “Barsa” , “Conhecer” e “Colorama” – que tinha em casa. Mas uma vez agradeço por seu depoimento. Fico feliz em prestigiar meu trabalho. Um abraço ! Fica com Deus!

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  22. É muito bom saber que escritores como Jaime apresentam desde a infância um interesse maravilhoso pela escrita,
    ainda mais por contos e poesias, coisa rara de se ver nos dias atuais, também que seu encantamento por esse mundo literário
    o tenha influenciado a ser professor, profissão que admiro demais, ainda mais em nosso país, algo que se mostra um verdadeiro desafio.
    A cultura intalada na forma de Jaime a escrever nos leva a crer em seu conhecimento abrangente em relação aos livros que lê, gosto muito desse
    tipo e estilo de leitura também, acredito que ajuda muito na auto preservação e de todo um contexto social, a construção
    dos livros dele são muito boas também.
    Jaime demonstra sobre suas limitações também coisa que acho bem corriqueira no mundo literário, e fico muito feliz de saber
    que você conta com o apoio dos seus familiares, acredito que o desafio maior e incentivo para continuarmos com o nosso
    trabalho seja esse, ter a família ao nosso lado, que bom!
    Muito bom saber também que encontrou nas dificuldades uma forma de perceber o grande escritor que você é Jaime,
    ainda mais uma depressão, coisa que nos deixa de certa forma parados e trancafiados num abismo de ausência de sentimentos,
    é algo que se mostra comum no nosso meio, que é um tanto complicado na vida real.
    também é muito bom saber que temos em nosso cenário nacional exclentes escritores com sensibilidade de aprofundar temas
    que nos dias de hoje não são tão abordados de uma forma esplendorosa.
    Fico muito feliz por você Jaime, de verdade, conheço seu trabalho e admiro muito a sua capacidade de abordagem diferenciada.
    É bom saber um pouco mais a seu respeito.
    Muito sucesso.

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  23. Muito obrigado pelo comentário minha amiga escritora Emanuelle Costa (mais conhecida pelo seu público leitor de Manuh Costa). Suas singelas palavras, só me faz comprovar a certeza de sua potencialidade inata e talento para escrever. O destino quis que cursasse direito; mas sem dúvidas, se a correnteza quisesse te levar rumo aos mares das letras ou do jornalismo - certamente você também iria encontrar seu porto seguro. Parabéns! Você tal como uma "Indiana Jones" fez um brilhante trabalho arqueológico de se pegar nos "pequenos detalhes" - a primeira vista - imperceptíveis - para quem se predispõe a ler minha entrevista. Em uma das perguntas aborda se já pensei em parar de escrever. Ao que respondi que não, mas por conta de algumas fases de "ostracismo literário" entrei em profunda depressão. Para mim foi bom esse aprendizado de lidar com a depressão. Foi importante para meu auto conhecimento e para avaliar meu poder de superação em continuar em frente - levando o "legado" da minha obra. Se nós escritores tivermos a certeza, que pelo menos conseguimos cativar apenas um leitor - fizemos por merecer nossa missão - que é justamente ser formador de opinião e muito mais do que isso honrar a máxima da literatura que é conseguir "tocar alguém"; "transmitir mensagem". Por isso vou aproveitar meu post para convidar a todos a conhecer o livro de Manuh Costa, disponível na Amazon, intitulado "Garota GG". Segundo o livro de Manuh a sinopse trata de mulheres com problemas reais, em que no caso, a protagonista "gordinha" cativa a todos pela sua história de superação, de um drama que a acompanha desde a infância. Recomendo ! Imperdível. Bom, então é isso. Obrigado Manuh, pelo carinho, predisposição, atenção, paciência e gentileza para com a minha pessoa. Fica com Deus e saudações literárais !

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  25. Talvez inspirado pelas diversas fases desse "ostracismo literário" (mencionado no post acima) que tomou conta de mim e me levou a um verdadeiro estado de depressão que escrevi o ensaio "A Liga dos Sentimentos perdidos contra o dragão do terrorismo íntimo". Nesse ensaio abordei a importância da psicomotricidade que é tudo aquilo que nos move e nos faz crescer como seres humanos. Para superar a depressão e imprescindível o auto conhecimento.

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  26. Caro Jaime se fosse para escrever sobre todo o conteúdo de sua entrevista, teria de escrever um livro. Mas, posso congratular-me com você sobre o fundamento essencial de um livro, que é em outras palavras o de despertar o espírito para as grandes conquistas. Eu compreendo em você a natural ânsia de ser um autor festejado e reconhecido do público e da crítica, mas considero que você alargará infinitamente seus horizontes literários, se você não permitir jamais o ostracismo do desânimo e da pouca consideração. Produza por bem produzir como quem libera a própria alma para voos insuspeitáveis. Divulgue seu trabalho, mas antes faça-o a si mesmo, porque em sendo bom encontrara os seus divulgadores hoje ou amanhã. Esteja certo disso! Muita paz

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    1. Obrigado pelo belíssimo depoimento professor Allan de Souza Gomes. Convivemos juntos, lecionando português, em turmas diferentes, na E.E. Padre Egydio Reis, localizado na cidade de Senhora dos Remédios em Minas Gerais. Memoráveis foram os eventos do referido colégio e ainda me lembro de suas singelas palavras de incentivo quanto a minha obra nos corredores do mesmo. Lembro-me que no último conselho de classe do fechamento do ano de 2016 antes de iniciar de fato a reunião, mostrou-me um soneto de sua autoria. Com certeza deve ter outros escritos guardados. Aconselho a reunir todo esse material e disponibilizá-los em uma editora virtual como eu fiz. Fiquei muito lisonjeado por ter prestigiado a minha entrevista. Depoimentos como este, só me fazem ter mais força de continuar em frente nesse caminho, que como bem sabemos e bem árduo. Por isso do fundo do coração desejo-lhe tudo de bom. Muita saúde para você e sua família. Um fraterno abraço!

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  27. Bela Intervista, adorei conhecer um pouco mais sobre vc, desejo muito sucesso, parabéns meu amigo. ������������

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    1. Boa noite, caríssima amiga escritora Ana Caroline Viana. Obrigado por ter prestigiado minha entrevista. Sei das dificuldades que me contou em 'OFF' com o problema de conexão que está tendo, que, por sua vez, a impede de não ter muita acessibilidade para digitar e se aprofundar nos assuntos que abordei. Mas, deixarei aqui uma mensagem em aberto para quando tiver tempo e se permitir a réplica e, até lá, espero que dessa vez a internet esteja conspirando a seu favor. Fico curioso em saber qual parte da entrevista mais se identificou ou discordou e justificasse o porquê. Um abraço e saudações literárias !

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  28. Conheci esse grande e nobre escritor/poeta há pouco tempo também e pude ver a qualidade do seu trabalho. E posso garantir com certeza que é um excelente trabalho que ele vem prestando em sua carreira literária. O pouco que li deu para ver a gradeza e a qualidade da sua escrita. E como ele, eu também acho que existe sim um boicote literário nas redes sociais, que fazem que a maioria das pessoas se prendam mais a atenção por futilidades do que propriamente ler algo construtivo que vem agregar valores a sua própria essência. Infelizmente essa é uma triste e dura realidade. Mas também não podemos generalizar e fechar os olhos para muitos escritores e poetas que vem crescendo devido aos seus méritos e por criar grandes obras literárias, como é o caso do Jaime Lima. Eu só tenho a desejar cada vez mais sucesso para ele, e que a sua careira permaneça nessa patamar por muitos e muitos anos.
    Quero deixar os meu parabéns pra ele e pela maravilhosa entrevista... Abraços e sucesso sempre !!

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  31. Suas palavras são mágicas indo de encontro ao seu talento inigualável. Conheci Jaime, há quase um ano e sinto-me como se fosse um irmão de longas vidas transladando o mundo das letras e indo de encontro a literatura. Sua história de vida é um reflexo do cenário cultural de nosso país, ou seja, cheio de dificuldades e pela falta de apoio que os escritores independentes encontram no dia a dia. Encantei-me pela trajetória do notável poeta, escritor, professor , sobretudo meu amigo Jaime Lima. Seu livro "Mil Léguas: referências e autonomias" é retrato do poeta sonhador que abraçou seu sonho acrescido de talento e um dom especial. Sua obra nos remete ao passado nos fazendo percorrer os caminhos de nossa saudosa infância. Outrora inspirado por grandes amigos e hoje caminhando no mundo das letras alcançando grandes voos. Em particular, identifico-me com a luta de Jaime. Sou também escritor e poeta desconhecido. Luto há muito anos para publicar meu trabalho. Jaime, com maestria e humildade resgata na sua obra " Mil Léguas" também nossos sonhos de continuarmos escrevendo independente das dificuldades ou falta de reconhecimento e apoio que sofremos. Vejo na luta de Jaime afinco e muita persistência que foram vencidas através do seu talento e vontade absoluta de realizar seu sonho. Gostei muito da entrevista o contexto que fala da luta de Jaime que levou trinta anos para concluir sua obra. Minha justificativa é exatamente porque tenho enfrentado diversas dificuldades para publicar meu livro Sete Exércitos. As dificuldades dadas a falta de recursos financeiros são verificadas de várias formas, desde a falta de uma editora, ou encontrar um revisor. Fiz um campanha que mobilizou toda a cidade que moro. Moro em Planaltina-GO. Peguei uma plaquinha tamanho "A-3 escrevi: SETE EXÉRCITOS VEM EDITORA" pedi um amigo para tirar um foto minha segurando essa plaquinha. Postei no meu Facebook. Ai veio a ideia de ter mais fotos com outras pessoas segurando essa plaquinha. Uma foto aqui, outra ali. Além da minha cidade, tirei fotos de pessoas em Brasília, Goiânia e outras sete cidades goianas e do Distrito Federal. Foram mais de duas mil pessoas que fotografei. Todas as fotos foram postadas nas minhas redes sociais. A editora não veio. Fiquei emocionado com a reportagem quando Jaime, fala das dificuldades para conseguir alcançar seu sonho.

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  32. Comentário de Robert Aquariano Thomaz (Robert Thomaz) em 24.ago.2017 quinta: "Conheço o Jaime Lima há pouco tempo, mas acredito na sua obra literária e quem me lê também assim o deveria. Por quê? O Jaime é um escritor/poeta que enveredou, efetivamente, pela literatura um pouco depois de mim. Minha memória normalmente me trai, mas comecei a escrever por volta do quatorze anos de idade. E somente, por mera coincidência com o Jaime, passei a criar seriamente minhas obras em 1979. Mas o foco aqui não sou eu, kkk, mas sim o meu amigo Jaime e sua visão e postura em relação à literatura nacional. Inspirar-se em outro escritor/poeta próximo é uma oportunidade ímpar, ainda mais quando esse literato futuramente desponta no panorama literário e seu sucesso pessoal nos fomenta a criação e ao prosseguimento no ideal de sermos escritor/poeta. Essa ideia e iniciativa do Jaime de consolidar sua “obra-chefe” num trabalho constantemente renovado, aprimorado, é algo muito relevante na carreira de um literato, em vista que retrata sua evolução, seu modelar pela mão divina, sim aquela que nos concede o dom da inspiração literária e poética e que com este dom glorificamos a Deus e a Jesus Cristo. Escrever sobre seus pensamentos, suas convicções e crenças, desde os primórdios de sua vida é algo muito significativo e valoroso no conjunto da obra de um autor, porque expressa sua singeleza desde quando ainda criança até sua fase adulta, sendo que nesta já se agregaram vários fragmentos de experiências e vivências pessoais, profissionais e alheias que engrandecem e tornam sua obra primorosa e cativante. Admiro e acho fantástico esse processo de recriação literária do Jaime, ação que não me julgo capaz, sinceramente, devido a minha inconstância no criar e escrever. Certamente aqueles que lerem sua obra “Mil léguas: referências e autonomias” perceberão não tão somente traços marcantes da personalidade grandiosa desse autor e meu amigo, mas também se identificarão com peculiaridades e vivências de sua vida que também existem na minha, na sua, na nossa e isso, inegavelmente, faz-nos irmãos. Desejo toda sorte de felicidades ao Jaime em sua carreira literária e isso, pessoal, é apenas o início do que virá por aí, do fundo do coração deste valioso escritor/poeta. Parabéns Jaime pela entrevista!"

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  33. Resposta ao comentário de Robert Aquariano Thomaz (Robert Thomaz) em 25.ago.2017 sex:
    "Estimado amigo Robert Thomaz. Obrigado pelas belíssimas palavras. Sintetizando o seu depoimento, você teve a maestria de ser sutil e refinado. O que se leva nessa vida é a troca de ideias e experiências com pessoas que venham a agregar valores a nossa essência. Por isso sou muito grato a ti. Tive oportunidade de acessar o link que me passou a respeito da sua obra. Muito interessante. Pode-se observar sua aventura (com segurança, evidentemente) a gêneros literários diversos: poesias, contos e textos de auto ajuda, voltados a relacionamentos intra e interpessoal. Mas o que me chamou a atenção foi a sua interpretação quanto ao processo de criação, que se encontra no prólogo do seu livro de contos “O silêncio como resposta”, que, por sua vez, se encontra disponível também em e-book. Fico feliz também em conhecer um pouco de seu perfil e notadamente seu amor a literatura nacional. És escritor, poeta, autodidata, pesquisador e blogueiro. Dedica-se ao estudo e pesquisa de assuntos relativos à qualidade de vida, relacionamento intrapessoal e interpessoal. Segundo suas palavras do prólogo de "O silêncio como resposta": “O efeito da inspiração, quando manifestado pelo escritor, se traduz em algo de natureza complexa, por vezes inusitada, fantástica. É produto de experiências vivenciadas, reais ou oníricas, ou até de experiências que não lhe pertencem, que são de outras pessoas que, informalmente, relataram-lhe uma angústia, um infortúnio, um segredo ou um fato inusitado e surpreendente. E sem perceber ou esforça-se para isso, suas entranhas provocam a alquimia dessas experiências que povoam a memória, interligando insights de “pedaços” ou “fragmentos” que, por fim, transformam em uma base sólida que transitam por sua consciência gerando narrativas esplendorosas, que retratam a realidade despojada ou a pura e envolvente ficção.” Apenas acrescentei a parte: "...interligando "pedaços" e "fragmentos" que, por fim,transformam em uma base sólida". No meu entender, essa foi a sintese da matéria veiculada no programa da Fátima Bernardes sobre inteligências múltiplas, em que o convidado, falou sobre o processo da "inspiração" dentro do contexto das múltiplas inteligências. Quanto ao processo onírico da inspiração ou da criação artística, ou seja, daquela advinda a partir do sonho, mencionado no prólogo do seu livro, evidentemente sabemos que não diz respeito só a literatura. Para efeito de ilustração citarei o exemplo da inspiração do emblemático hino da história do rock and roll. O embrião da canção surgiu a partir do sonho do guitarrista Keith Richard, nas primeiras horas da madrugada de 7 de maio de 1965, em um quarto de hotel em Clearwater, na Flórida. Ele sonolento se levantou, pegou um gravador e eternizou uma das melodias mais famosas de todos os tempos: o riff de abertura de “(I Can’t Get No) Satisfaction”, dos Rolling Stones. Ele, então, voltou prontamente a dormir. Portanto, para finalizar, só tenho a lhe agradecer, pelo carinho, gentileza, predisposição, paciência e atenção para com minha pessoa. Um grande abraço e saudações literárias."

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  34. Uma entrevista deveras cativante e intensamente reveladora.Nela vemos o jovem que por influência do vizinho,espelhado no talento que o mesmo tinha na escrita,desenvolve suas aptidões literárias.Ainda na escola,recebe destaque por poemas apreciados por grandes públicos e veiculados em meios de comunicação.
    Como consequência de notáveis trabalhos ,publica seu primeiro livro.Apreciei bastante esta entrevista,e posso afirmar que absorvi muito da essência dela,inspirando neste exemplo de amor e dedicação a arte de escrever.

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  35. Conheço o Jaime Lima há pouco tempo, mas acredito na sua obra literária e quem me lê também assim o deveria. Por quê? O Jaime é um escritor/poeta que enveredou, efetivamente, pela literatura um pouco depois de mim. Minha memória normalmente me trai, mas comecei a escrever por volta do quatorze anos de idade. E somente, por mera coincidência com o Jaime, passei a criar seriamente minhas obras em 1979. Mas o foco aqui não sou eu, kkk, mas sim o meu amigo Jaime e sua visão e postura em relação à literatura nacional. Inspirar-se em outro escritor/poeta próximo é uma oportunidade ímpar, ainda mais quando esse literato futuramente desponta no panorama literário e seu sucesso pessoal nos fomenta a criação e ao prosseguimento no ideal de sermos escritor/poeta. Essa ideia e iniciativa do Jaime de consolidar sua “obra-chefe” num trabalho constantemente renovado, aprimorado, é algo muito relevante na carreira de um literato, em vista que retrata sua evolução, seu modelar pela mão divina, sim aquela que nos concede o dom da inspiração literária e poética e que com este dom glorificamos a Deus e a Jesus Cristo. Escrever sobre seus pensamentos, suas convicções e crenças, desde os primórdios de sua vida é algo muito significativo e valoroso no conjunto da obra de um autor, porque expressa sua singeleza desde quando ainda criança até sua fase adulta, sendo que nesta já se agregaram vários fragmentos de experiências e vivências pessoais, profissionais e alheias que engrandecem e tornam sua obra primorosa e cativante. Admiro e acho fantástico esse processo de recriação literária do Jaime, ação que não me julgo capaz, sinceramente, devido a minha inconstância no criar e escrever. Certamente aqueles que lerem sua obra “Mil léguas: referências e autonomias” perceberão não tão somente traços marcantes da personalidade grandiosa desse autor e meu amigo, mas também se identificarão com peculiaridades e vivências de sua vida que também existem na minha, na sua, na nossa e isso, inegavelmente, faz-nos irmãos. Desejo toda sorte de felicidades ao Jaime em sua carreira literária e isso, pessoal, é apenas o início do que virá por aí, do fundo do coração deste valioso escritor/poeta. Parabéns Jaime pela entrevista!

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    1. Estimado amigo Robert Thomaz. Obrigado pelas belíssimas palavras. Sintetizando o seu depoimento, você teve a maestria de ser sutil e refinado. O que se leva nessa vida é a troca de ideias e experiências com pessoas que venham a agregar valores a nossa essência. Por isso sou muito grato a ti. Tive oportunidade de acessar o link que me passou a respeito da sua obra. Muito interessante. Pode-se observar sua aventura (com segurança, evidentemente) a gêneros literários diversos: poesias, contos e textos de auto ajuda, voltados a relacionamentos intra e interpessoal. Mas o que me chamou a atenção foi a sua interpretação quanto ao processo de criação, que se encontra no prólogo do seu livro de contos “O silêncio como resposta”, que, por sua vez, se encontra disponível também em e-book. Fico feliz também em conhecer um pouco de seu perfil e notadamente seu amor a literatura nacional. És escritor, poeta, autodidata, pesquisador e blogueiro. Dedica-se ao estudo e pesquisa de assuntos relativos à qualidade de vida, relacionamento intrapessoal e interpessoal. Segundo suas palavras do prólogo de "O silêncio como resposta": “O efeito da inspiração, quando manifestado pelo escritor, se traduz em algo de natureza complexa, por vezes inusitada, fantástica. É produto de experiências vivenciadas, reais ou oníricas, ou até de experiências que não lhe pertencem, que são de outras pessoas que, informalmente, relataram-lhe uma angústia, um infortúnio, um segredo ou um fato inusitado e surpreendente. E sem perceber ou esforça-se para isso, suas entranhas provocam a alquimia dessas experiências que povoam a memória, interligando insights de “pedaços” ou “fragmentos” que, por fim, transformam em uma base sólida que transitam por sua consciência gerando narrativas esplendorosas, que retratam a realidade despojada ou a pura e envolvente ficção.” Apenas acrescentei a parte: "...interligando "pedaços" e "fragmentos" que, por fim,transformam em uma base sólida". No meu entender, essa foi a sintese da matéria veiculada no programa da Fátima Bernardes sobre inteligências múltiplas, em que o convidado, falou sobre o processo da "inspiração" dentro do contexto das múltiplas inteligências. Quanto ao processo onírico da inspiração ou da criação artística, ou seja, daquela advinda a partir do sonho, mencionado no prólogo do seu livro, evidentemente sabemos que não diz respeito só a literatura. Para efeito de ilustração citarei o exemplo da inspiração do emblemático hino da história do rock and roll. O embrião da canção surgiu a partir do sonho do guitarrista Keith Richard, nas primeiras horas da madrugada de 7 de maio de 1965, em um quarto de hotel em Clearwater, na Flórida. Ele sonolento se levantou, pegou um gravador e eternizou uma das melodias mais famosas de todos os tempos: o riff de abertura de “(I Can’t Get No) Satisfaction”, dos Rolling Stones. Ele, então, voltou prontamente a dormir. Portanto, para finalizar, só tenho a lhe agradecer, pelo carinho, gentileza, predisposição, paciência e atenção para com minha pessoa. Um grande abraço e saudações literárias.

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  36. Querido Jaime, ou Jaiminho, como é chamado carinhosamente por alguns membros da família,
    Fico muito feliz em poder acompanhar a sua realização como escritor. Desbravar esse caminho exige realmente muita dedicação, coragem e perseverança. Essa entrevista me deu a oportunidade de conhecer melhor meu primo e amigo virtual, já que não tivemos a oportunidade, ainda, de nos encontrar pessoalmente. É com muita admiração que leio suas palavras. A perspicácia na alteração do título do seu livro, o conhecimento do público, o zelo pelo trabalho e seu gosto pela escrita envaidecem e orgulham a família. É mágico poder ver que pequenas influências como lugares, pessoas e até algumas leituras "despretenciosas" podem transformar as pessoas e inspirá-las. Você faz isso. Parabéns pelo trabalho, parabéns pela visão. Continue firme nessa trajetória. Explore os novos suportes, inspire e liberte nos blogs, nas redes sociais, nos impressos... compartilhe sempre as emoções através dos textos, sejam eles quais forem.
    Um forte abraço,
    Do primo que te conheceu um pouco mais e te admiro mais ainda.

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  37. Estudei com Jaime Lima no Curso de Letras da Ferlagos - Fundação Educacional da Região dos Lagos (Cabo Frio/RJ) no período de 2000-2003. Atualmente a Ferlagos adquiriu novos cursos de graduação e tomou uma dimensão maior passando a ser chamar "Nova Ferlagos". Mas para mim recordo com nostalgia (não aquela triste) mas sim com imensa alegria dos saudosos e memoráveis tempos. Fico feliz que com o passar do tempo tenha se tornado um escritor que com grande dedicação e responsabilidade tornou-se o mensageiro poético de nossa época. Parabéns amigo. Você merece tudo de bom.

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  38. No segundo semestre de 2016 lá na escola que eu estudo na ESCOLA ESTADUAL PADRE EGYDIO REIS ,chegou um professor chamado JAIME no começo ele era tímido com a turma , dps de uns dias de aula eu fiz amizade com ele , ele tinha um jeito interessante pra dar aulas , era mto prestativo , atencioso , um professor sem igual , gostei mto de te conhecer meu ex professor, sempre lembrarei de vc por toda a minha vida , de todos os momentos, e agr só tenho á desejar a vc , mtas felicidades, mtos sucessos , mtas conquistas e vitórias.
    Que Deus possa sempre abençoar a vc e td o seu trabalho.
    Sempre estarei aqui torcendo pelo seu sucesso .
    Mto obg por td professor Jaime,por todos os momentos, obg por vc ser esse exemplo de amigo , professor.
    Deus te cubra de bênçãos e te faça feliz.

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  39. Querido Jaime, qual não foi minha alegria em saber que tinha dado continuidade na Literatura, não só como professor, mas também como escritor!
    Sabemos das dificuldades para alcançarmos um determinado patamar, principalmente no que diz respeito à Literatura, mas com persistência e vontade de vencer chegamos lá, e isso você está conseguindo, "um pouco a cada" livro!
    Parabéns pela entrevista e que Deus o abençoe nessa empreitada!
    Eliane Coelho

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    2. Minha estimada amiga Eliane Coelho que bom prestigiar seu comentário. Lembro com carinho o período de 2000 a 2003 que cursamos LETRAS na FERLAGOS - Fundação Educacional da Região dos Lagos "atualmente Nova Ferlagos" em Cabo Frio/RJ. Lembro dos nossos professores,das encenações teatrais e como a nossa turma era engraçada - mas sobretudo unida (e ainda continua sendo) apesar de, por força do destino - depois da colação de grau cada um ter abraçado voos insuspeitáveis para seguir o magistério. Diga-se de passagem que naquela época, considerando que o curso que abraçamos, por si só e tradicionalmente composto por mulheres e assim sendo justificava-se o fato de muitas de nossas colegas de turma já atuarem na área da educação (inclusive você ocupando o cargo de diretora) , nosso curso também, havia outros colegas "homens". Depois de muito tempo depois que me formei em Letras em 2003 que passei a lecionar. E só obtive isso a partir do 2º semestre de 2016 já morando em Barbacena, MG quando tive oportunidade de dar aula de português na E.E.Padre Egydio Reis localizado na cidade de Senhora dos Remédios, Minas Gerais. De lá para cá já atuei como professor na E.E. Santo Antônio em Ibertioga, também em Minas. Dizem que a mulher quando opta pelo curso de Letras tem o desejo de dar aula e quanto ao homem quando opta em cursar Letras é porque gosta de escrever. Esse foi o meu caso. Já tinha uma modesta trajetória literária antes de cursar Letras - como diria a contra capa do meu livro "Mil léguas:referências e autonomias ": de um sonho de criança que realizou-se na fase adulta em publicar um livro. Jamais pude imaginar com o tempo viesse a dar aula e achei essa reviravolta do destino muito bom. Por fim, Eliane, agradeço o seu comentário: muita luz, sucesso, felicidade no seu caminho. Um forte abraço. Fica com DEUS!

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  40. Publiquei lá
    Rosangela Santos18 de setembro de 2017 14:41

    Fiquei muito feliz em saber q o meu colega da Faculdade de Letras, Jaime,tinha dado continuidade a essa árdua profissão de professor e ainda mais, escrevendo obras literárias. Num país em que não valorizam os mesmos e nem apoiam os autores nacionais, é no mínimo, vocação e amor à literatura. Ainda sonho com um dia em q os profissionais da Educação e dos autores literários sejam valorizados. Mas sei q a recompensa é em ter seus livros divulgados e Lídos por uma geração q não conhece o verdadeiro valor da leitura. Oro para q Deus o ilumine sempre qdo for transmitir para as letras, suas emoções, seus anseios e desejos! Oro para q se levantem mais "Jaimes" para q faça a diferença nesse meio literário. Um grande abraço e q você continue fazendo a diferença meu amigo.

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  41. A arte de escrever descortina um novo olhar para quem escreve e um novo mundo para o leitor. São mundos imaginários por onde o leitor vai viajando e vivenciando novas experiências. Acho ser esse o maior encanto do leitor: mergulhar num mundo todinho seu. Seja ele real ou imaginário! Em seus textos, muito bem elaborados, meu amigo Jaime, com quem dividi o curso de Letras da Ferlagos (Faculdade da Região dos Lagos - Cabo Frio-RJ) no período de 2000 a 2003 colabora muito na construção do ser pensante e crítico aguçando a percepção de mundo através das analogias pinceladas em suas poesias, contos etc. Creio que Jaime está exercendo o papel do despertar de uma consciência social com extrema responsabilidade!Sempre buscando transmitir seu conhecimento, entendimento de mundo e vivências! Dessa forma, o autor, querido amigo, mostra-nos um olhar enriquecedor, em palavras que nos encantam e nos comovem, seja pela rica poesia, seja pela mensagem crítica de seus belos textos! Não tive oportunidade de ler seu livro: "Mil léguas: referências e autonomias". Mas apesar disso, esse fato não interferiu na análise de sua obra, pois por outro lado, fui agraciado em ler alguns de seus textos do referido livro através do Facebook. Um desses textos, um poema intitulado "Melodia Imortal" que você fez em homenagem a seu pai, ao qual você considera como o "herói militar" foi construído com muita emoção descrevendo a bela amizade que nutre pelo mesmo. Por essas e outras razões, meu amigo, apesar da distância. eu em Cabo Frio e você em Minas Gerais, isso não diminui a nossa amizade. Conte sempre comigo. Desejo a você muita paz, saúde e prosperidade e sucesso nos seus projetos, sobretudo os literários. Fica com Deus!

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  42. No segundo semestre de 2016 lá na ESCOLA ESTADUAL PADRE EGYDIO REIS localizado na cidade de Senhora dos Remédios, MG, chegou um professor chamado JAIME. No começo ele era tímido com a turma. Depois de uns dias de aula fiz amizade com ele. Ele tinha um jeito interessante para dar aulas. Era muito prestativo, atencioso , um professor sem igual. Gostei muito de te conhecer meu ex professor. Não tive oportunidade de ler seu livro: "Mil léguas : referências e autonomias". Mas dentre os textos do referido livro que tem postado no Facebook gostei muito do poema "Poetizando o Lecionar" que aborda o sofrido e ao mesmo tempo recompensador oficio dos professores do nosso Brasil. Sempre lembrarei de você por toda a minha vida, de todos os momentos, e agora só tenho a desejar a você , muita felicidade, sucesso , muitas conquistas e vitórias. Que Deus possa sempre abençoar a você e todo o seu trabalho. Sempre estarei aqui torcendo pelo seu sucesso. Muito obrigado por tudo professor Jaime,por todos os momentos. Obrigado por você ser esse exemplo de amigo , professor. Deus te cubra de bênçãos e te faça feliz.

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  43. Conheci JAIME LIMA em virtude de sua admissão no curso de Pós-Graduação "LATO SENSU" em Língua Portuguesa em junho de 2017 na unidade do Instituto Promove em Barbacena, Minas Gerais. Jaime procurou essa unidade por ser mais perto de sua residência, justamente por morar em Barbacena. Devido a estrutura hierárquica dos pólos de ensino, convencionou-se que as aulas passariam a ser realizadas na unidade do Instituto Promove, localizado na cidade de Santos Dumont, também em Minas Gerais. Não só o curso que Jaime optou mas com os demais são oferecidos a nível de Pós-graduação e, agora, a partir de 2017 passaremos a oferecer cursos de mestrado e doutorado. Esses cursos serão divulgados pela unidade de Barbacena e são credenciados pela FANAN - Faculdade de Nanuque. Na época que conheci o nobre aluno Jaime era coordenadora e professora da unidade de Santos Dumont. Fiquei surpresa em saber que Jaime tinha publicado um livro disponibilizado para venda pelo boleto bancário desde 2008 pela livraria virtual do site do clube dos autores intitulado "Mil Léguas: referências e autonomias". Através da entrevista que pude ler e apreciar com calma, sobre as impressões de Jaime sobre o atual mercado editorial e sua longa biografia pude pontuar a seguinte consideração: existe sim um "Boicote Literário" que faz com que a maioria das pessoas fiquem alienadas presas por futilidades, ao invés, do que via de regra, deveria ser o mais adequado que seria investir o tempo para a prática da leitura e de preferência que venha a agregar valores positivos a formação. Não tive tempo de ler o livro completo de Jaime, mas através de seu perfil do Facebook, pude ler o poema: "O AMOR QUE NÃO TIVE" que traduz apesar da pouca idade, os descaminhos de uma paixão adolescente, pois nessa época Jaime tinha 16 anos. Gostei muito do jogo de palavras das rimas paralelas. POR ISSO JAIME, devido ao seu empenho no curso de Pós-Graduação, ao amor ao magistério e por levantar a bandeira da importância em valorizar a literatura nacional, só me resta lhe desejar muito sucesso nos seus futuros projetos. Foi um prazer muito grande ter lhe conhecido e digo isso, por mim e em nome de toda equipe do Instituto Promove o qual faço parte. Deus te abençoe. Um forte abraço. Fica com Deus.

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  44. Meu nome é Marília Soares da Silva. Conheci JAIME LIMA em virtude de sua admissão no curso de Pós-Graduação "LATO SENSU" em Língua Portuguesa em junho de 2017 na unidade do Instituto Promove em Barbacena, Minas Gerais. Jaime procurou essa unidade por ser mais perto de sua residência, justamente por morar em Barbacena. Devido a estrutura hierárquica dos pólos de ensino, convencionou-se que as aulas passariam a ser realizadas na unidade do Instituto Promove, localizado na cidade de Santos Dumont, também em Minas Gerais. Não só o curso que Jaime optou mas com os demais são oferecidos a nível de Pós-graduação e, agora, a partir de 2017 passaremos a oferecer cursos de mestrado e doutorado. Esses cursos serão divulgados pela unidade de Barbacena e são credenciados pela FANAN - Faculdade de Nanuque. Na época que conheci o nobre aluno Jaime era coordenadora e professora da unidade de Santos Dumont. Fiquei surpresa em saber que Jaime tinha publicado um livro disponibilizado para venda pelo boleto bancário desde 2008 pela livraria virtual do site do clube dos autores intitulado "Mil Léguas: referências e autonomias". Através da entrevista que pude ler e apreciar com calma, sobre as impressões de Jaime sobre o atual mercado editorial e sua longa biografia pude pontuar a seguinte consideração: existe sim um "Boicote Literário" que faz com que a maioria das pessoas fiquem alienadas presas por futilidades, ao invés, do que via de regra, deveria ser o mais adequado que seria investir o tempo para a prática da leitura e de preferência que venha a agregar valores positivos a formação. Não tive tempo de ler o livro completo de Jaime, mas através de seu perfil do Facebook, pude ler o poema: "O AMOR QUE NÃO TIVE" que traduz apesar da pouca idade, os descaminhos de uma paixão adolescente, pois nessa época Jaime tinha 16 anos. Gostei muito do jogo de palavras das rimas paralelas. POR ISSO JAIME, devido ao seu empenho no curso de Pós-Graduação, ao amor ao magistério e por levantar a bandeira da importância em valorizar a literatura nacional, só me resta lhe desejar muito sucesso nos seus futuros projetos. Foi um prazer muito grande ter lhe conhecido e digo isso, por mim e em nome de toda equipe do Instituto Promove o qual faço parte. Deus te abençoe. Um forte abraço. Fica com Deus.

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  45. Ler é como apreciar um bom vinho,dependendo do paladar, de certo pode nos aflorar sentimentos que às vezes estão escondidos. Assim aconteceu com você Jaime, ao ler fragmentos do seu livro "Mil Léguas: referências e autonomias" nas redes sociais(facebook) recordei -me dos tempos da nossa turma no Curso de Letras da Ferlagos (Cabo Frio-2000 a 2003)onde com muita sabedoria você rascunhava seus textos e ao mesmo tempo nos encantava com o seu jeito de ser: amigo, artista, poeta,sim,um grande escritor que hoje desponta e que em breve fará com que muitos também tenham a oportunidade de saborear sua arte ,sua sensibilidade que é fazer poesia, mexer com sentimentos,remover o tempo, trazendo pra hoje o que há de melhor, a simples arte de tornar visível por meio das palavras o que se esconde no coração de um artista. Parabéns, você chegou onde sonhou e espero continuar seguindo seus passos, afinal ler é muito bom e ler a obra de um grande amigo é muito Bom. Sucesso. Com orgulho, Vanusia Leal.

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