14 julho 2017

"Oliveira Ferreira."- Entrevistas com Escritores(Maratona de Entrevistas)

Olá amadinhos!Tudo bem com vocês? Espero que sim. Estou trazendo mais uma entrevista da maratona, divirtam-se.

Joseany de Oliveira Ferreira, 31 anos reside em  PE. Com inúmeras obras publicadas, uma escritora maravilhosa, seus livros vão de romance á  terror.  Perfil dela na plataforma wattpad:https://www.wattpad.com/user/JoseanydeOliveira

-Qual foi a primeira coisa que escreveu? (pode nos dar uma amostra?)
R= Bem, a primeira coisa que eu escrevi foi uma historinha sobre uma menina que havia perdido seus cabelos. O nome da história era “A menina carequinha” e eu tinha apenas cinco anos de idade. Gostaria muito de ter este material ainda, mas a única coisa que restou foram aluns desenhos (pois eu fazia os desenhos e depois colocava as legendas) rabiscados, que a minha mãe guardou.


-Qual sua relação com os livros, digo como leitora?
R= Aprendi a ler aos cinco anos de idade, enquanto folheava uma revistinha da turma da Mônica. Minha prima tinha o hábito de ler os quadrinhos do Maurício para mim, todas a tardes, quando eu voltava da escola. Um dia, por alguma razão, ela estava chateada e não quis fazer a leitura para mim. Chorei muito e passei a tarde tentando compreender o que era que diziam aqueles amontoados de letras nos balõezinhos dos quadrinhos. Consegui. Naquele dia aprendi a ler e não parei nunca mais. Comecei com quadrinhos, depois livros infantis e quando vi, já estava nos romances.

-Qual seu gênero literário favorito?
R=Para ler, não tenho um gênero específico. Isso depende de como eu esteja me sentindo no momento. Só não me atraio muito por livros de autoajuda.

-Sua maior dificuldade como escritora(o)?
R=Oportunidades! Elas, simplesmente, quase não existem. E quando existem, tenho que competir com mais 400 escritores.

-Sua família sabe que escreve? (Todo mundo quer saber essa parte ha ha)                        
R=Sim, pois como disse, comecei a escrever muito cedo.

-Ja pensou em desistir de escrever?                                                                                     
 R=De escrever, não! Mas, diante de tantas dificuldades e pouco lucro, já pensei em parar de publicar meus livros. Mas essa ideia já passou, rsrsr.


-O que você acha que é preciso pra ser um bom escritor(a)?                                                
R=Acho que isso está ligado ao fato de escrever aquilo que lhe dê prazer e não o que o mercado pede. Se o que você gostar de escrever for a mesma coisa que está “na moda”, ótimo! Mas não acho bacana escrever somente no intuito de vender. Acho que o bom escritor tem que ter o poder de trazer o leitor para o seu mundo , ao invéis de somente ir ao mundo dele.

-Na sua opinião, qual a principal função do escritor(a)?
R=Criar novos mundos, alimentar a alma das pessoas.

-Qual foi o momento em sua vida que você disse "isso está muito bom! Quero que todos vejam"?      
R=Desde que escrevi a primeira palavra rsrsr. Não importava o que as pessoas achassem, eu sempre achei a palavra, a coisa mais linda do mundo!

-O que você sente enquanto escreve?                                                                             
  R=A sensação de que estou criando um novo mundo.

-O Que você acha de seus leitores?                                                                                          
  R=Super importantes! Tipo, eles são “o povo” que vai habitar o mundo novo que eu criei.

-O que você de hoje, diria a você de antes?
R=Na verdade, acho que a “eu” de antes, teria bem mais coisas a dizer ao “eu” de hoje. Talvez se eu, hoje, encontrasse com a “eu” de ontem, eu não tivesse conseguido fazer tantas coisas legais que consegui. A “eu” de ontem era bem mais esperançosa, romântica e cheia de sonhos.

-Se você pudesse ser um personagem do seu livro, qual seria?
R=Sem sombras de dúvida, eu seria a Serena Lua do meu livro: Vindos do Mar. Na verdade, eu fui a inspiração para esta personagem rsrsr. Ela tem todas as minhas características (físicas e psicológicas) e, embora o meu novo livro (autobiográfico) “O Vale da Esperança – Entre Oliveiras e Pinheiros” seja o meu primeiro livro do segmento “biografia”, em Vindos do Mar também usei muito da minha vida na história da personagem. O livro, aliás, também virou filme e eu (como atriz) também atuei na pele da Serena Lua.

-Você inspirou-se em alguém para escrever um de seus personagens? um possível amor talvez?
R=Bem, acredito que esta pergunta se encaixe melhor ao meu novo livro: O Vale da Esperança – Entre Oliveiras e Pinheiros. É o meu primeiro livro autobiográfico. Nele inspirei-me em minha própria história de vida para escrevê-lo.

-O que e mais difícil escrever o primeiro capitulo ou o ultimo ?
R=Para mim, o último. Gosto de finalizar meus livros com gostinho de “quero mais” e provocar um sentimento de saudade no leitor. Tipo, gosto que o livro, depois que acabe, faça com que o leitor ainda fique um tempinho pensando no enredo, nas personagens e etc. Para isso, o último capítulo precisa ser “o” capítulo.

-De onde tirou inspiração para o titulo?
R=Novamente a pergunta se encaixa mais neste meu novo livro: O Vale da Esperança – Entre Oliveiras e Pinheiros. Fiz uma referencia ao meu próprio sobrenome “Oliveira” e ao sobrenome do meu atual esposo “Pinheiro”.

-Qual personagem do livro você gostaria de trazer a realidade?
R=Todas as personagens do meu novo livro, já existem, na verdade rsrs. Mas gostaria muito de trazer à realidade a sereia Mar Irene, novamente do meu livro “Vindos do Mar”.

-Se o seu livro fosse adaptado par as telonas do cinema, quais atores e atrizes gostaria que desse vida a seus personagens?
R=Cara, isso, felizmente, já aconteceu! Como eu disse, Vindos do Mar (o meu 4º livro) virou um longa-metragem (produzido por mim) e se eu pudesse escolher atores para darem vida ás minhas personagens, escolheria EXATAMENTE OS QUE JÁ ATUARAM EM MEU FILME. Além de amigos, também são grandes atores e eu fiquei muito honrada em tê-los em meu filme.

-Qual sensação de publicar um livro?
R=Se a sensação que eu tenho ao escrever um livro é a de ter criado um novo mundo, a sensação que tenho ao publicá-lo é a de mostrar ás pessoas o mundo que eu, com tanto carinho, criei.

-Em qual editora você quer publicar o seu livro? Você já tem isso em mente?
R=Normalmente aposto nas editoras da minha cidade. Por outro lado, confesso, este ano estou tentando buscar novos horizontes no meio literário.

-Vai dedicar /Ou dedicou seu livro a alguém?
R= Esta é uma parte bem bacana dos livros: a dedicatória. Eu, geralmente, costumo dedicar à pessoas que tiveram/têm muita importância em minha vida. Esta pergunta, faço questão de responder falando das dedicatórias de todos os meus livros: meu 1º livro, Samanta, eu dediquei à minha avó que falecera pouco tempo antes da publicação dele. Ela adorava ler e eu havia prometido-lhe que quando publicasse meu primeiro livro, ele seria dedicado á ela. Meu 2º livro, Lembranças de Um Amor, dediquei aos meus quatro sobrinhos. O 3º, Instinto Poético, à minha mãe. O 4º livro, Vindos do Mar, dediquei ao meu pai (falecido), ao mar e às Sereias. O 5º livro, Tom – A Melodia de Um Anjo, dediquei à uma pessoa que, em vida, foi muito especial para mim. O 6º livro, dediquei ao meu tio, falecido no mesmo ano de lançamento. Este 7º livro (o meu próximo lançamento), dediquei ao meu esposo.

-O que você tem achado mais difícil desde que começou a postar seu livro?
R=Além das poucas oportunidades, acho super chato os “vampiros literários” (criei este nome agora!). São aquelas pessoas chatas e invejosas que se passam por fãs e admiradores do seu trabalho, mas, na verdade, só querem aproximação com você para conseguir as informações de que precisam para se tornarem escritores também. Não tenho nada contra outras pessoas se tornarem escritores, mas é que é muito feio o que a maioria faz! Não vejo nada demais em pedir dicas ou ajuda, mas depois que conseguem, agem como se tivessem um rei dentro da barriga e, além de parecer não quererem mais papo com vc (concorrência),  sequer são educados em lhe desejar um “Boa sorte” em dia de lançamento seu e etc. Ressaltando: acho muito bacana pessoas que sonham em se tornarem escritores, mas POR ISSO ESTAR EM SEU SANGUE, e não, somente por querer chamar atenção ou invejar o lugar do outro. Isso é muito feio!

-Qual a pior e melhor critica que seu livro recebeu?
R=Já me disseram que meus livros precisavam se mais grossos, mas não acho que isso seja uma crítica nem negativa nem positiva; apenas de uma pessoa leiga dentro do meu ponto de vista. Se eu conseguir emocionar ou passar qualquer tipo de sentimento para o leitor usando somente 150 páginas, por exemplo, ótimo! Se um colega escritor faz isso, utilizando 1000 páginas, ótimo também! Não é o número de páginas que faz a qualidade do livro.

-Acha blogs literários importantes?Qual é a sua visão em relação a eles?
R=Sim, muito! Mas também prezo muito pela qualidade. Vejo muitos escritores fazendo parcerias com blogueiros que, de fato, fazem a leitura dos livros e arrasam nas resenhas. Outros, contudo, deixam muito a desejar. Já vi colega escritor enviar livro pelos correios para “blogueiro” (em troca de uma “resenha”) e a pessoa somente escreveu em seu blog um pequeno comentário, com umas quatro linhas, dizendo que o livro era “bem legal”. Isso não é uma resenha! É um feedback de leitor, o que também é muito importante para nós. Todavia, é importante para nós também, que os leitores nos ajudem COMPRANDO nossos exemplares e não “pedindo” ou se passando por blogueiros, para ganhar de graça. Blogs literários, quando sérios e comprometidos, acho importantíssimos para nós, escritores.

-Sua opinião sobre a rixa que dizem ter entre escritores e blogueiros?
R=Para ser franca, assim que publiquei o meu primeiro livro (em 2011) passei a receber (pasme) não 5 ou 10 nem mesmo 15, mas uns 20 a 30 contatos de blogueiros POR DIA em meu inbox. Fazendo o que? PEDINDO livros de graça. Para que? Fazer “resenhas”, segundo eles. O fato era que, entre 30 contatos que eu recebia (e olhava os tais blogs, antes de dar uma resposta), 3 faziam resenhas, liam seus livros e de fato, os divulgavam. O restante, sequer sabia o que era uma resenha literária e faziam aquelas coisas que eu já disse na resposta da pergunta 27. No início até fiz umas duas ou três parcerias, então os blogueiros dos quais eu não aceitava, entravam em meu in box me xingando e etc. Como não gosto de bagunça, os bloqueava e desde então, passei a estabelecer uma meta: quem realmente quisesse me ajudar e tivesse amor pela literatura, de fato, iria ajudar-me comprando meus livros e não me pedindo de graça toda hora. Coloquei na minha linha do tempo que não trabalhava com parcerias fazendo doações de livros e que, quem tivesse interesse em meu trabalho poderia comprá-los e ficar a vontade para, se assim desejassem, fazer resenhas e etc. Resultado, 70% dos blogueiros que eu tinha em minha lista de amigos, me excluíram do facebook. Não estou dizendo que todos são assim (veja o seu, por exemplo!). Alguns de fato nos ajudam, outros, porém, melhor não manter contato. Obs.: Se eu tivesse condições, dava meus exemplares pra todo mundo! Isso me traria muita satisfação, mas não tenho.

-Como conheceu o blog "Amante dos Livros"?
R=Através do facebook.

-Bom para mim e uma honra te-lo(a) aqui, e o que você espera dessa nossa parceria?
R=Sinto-me, igual, honrada e espero bons frutos desta parceria.

-O mercado literário e um pouco dificil, vários gostos e opiniões, desejos diferentes. E um ponto que atualmente e muito debatido e sobre a representatividade. Qual a sua opinião sobre a "representatividade"? R=Acredito que é importante sim que o autor crie personagens dos quais os leitores (em geral: branco, negro, hétero, bi, homo, pobre, rico, gordo, magro e etc) se identifiquem, por exemplo. Contudo, ele não deve deixar com que isso mude o seu estilo próprio de escrever.

-Uma mensagem para os leitores/escritores que estão cada dia entrando nesse meio, e deseja ter seu livro publicado, qual seu conselho a eles?
R=Publique um, dois, dez livros! Mas se isso for realmente o que grita em você, e não por que “fulano” ou “beltrano” escreveu. Não deixe com que ninguém diga que você não vai conseguir, se isso realmente estiver no seu sangue. E por último, mas não menos importante: não escreva para o mundo, escreva para VOCÊ. O mundo literário, às vezes, é cruel, mal e competitivo e você não deve ter medo dele, apenas não deixe ele ser mais importante que o seu sonho.

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