21 abril 2018

"Clichê"- Entre Papos e Letras

Olá amados! Tudo bem com vocês? Desejo que sim, quero dizer que o projeto de ajuda a escritores, voltou e para voltar com tudo, hoje o tem  é "Clichê", como escrever um bom clichê ou como fugir dele, espero que gostem.
Colaborados oficiais do projeto Entre Papos e Letras,Maria Victoria Melo, Raquel Rasinhas, Maya F. e Nathali Lima, que juntamente com o blog criaram esse projeto



Mas afinal, o que é Clichê? É uma ideia já muito batida, uma fórmula muito repetida de falar ou escrever, um chavão. Etimologicamente, a palavra clichê tem origem no francês cliché.



Nayara Bacelar: Mas ser clichê significa que eu não tenho originalidade? Não, se pararmos para pensar, todos nós somos clichês, sim nossas atitudes e manias são tão repetitivas que nós tornamos um clichezão! Você ter uma preferência em escrever determinado tipo de história, não te faz menos capaz, pelo contrário, precisa ser bem focado para escrever um clichê e ainda assim conseguir ser diferente, ter sua particularidade, sua narrativa, e principalmente seus personagens serem únicos, com sua essência, sua personalidade. Cada livro tem sua mensagem, tem suas emoções e aprendizados, por mais clichê que seja.







Maya F:  Hey pessoinhaaaas maravilhosas, estamos de volta. Vamos conversar um pouquinho?
O assunto de hoje é um amorzinho e eu estou extremamente apaixonada por ele.

Me diz ai. Quem não ama aqueles filmes de romance com um casal se trombando no corredor de uma escola, ou um filme de terror com pessoas correndo na floresta? Quem é que não procura por aquela leitura maravilhosa onde um mega gato popular da escola se apaixona por uma nerd ou o contrário?

A verdade é que toda escrita é cheia de clichês e por mais que muitos dizem não gostar, não dá para ignora-los. Um romance não é um romance se não houver dramas e lagrimas. Então ao falar de clichê estamos falando de toda arte tanto escrita quanto audiovisual. Pessoalmente eu tentei fugir do clichê ao escrever, alguém acha que consegui? Isso mesmo, não! Estes pequenos detalhes são os que fazem nossa vida ser o que é.

Pega aqueles romances maravilhosos que você ama e aquele terror que te fez tremer, sabe aquele beijo na chuva, o amor platônico, a doença que alguém esconde, o assassinato em um beco escuro, a perseguição na floresta e porque não um carro que para em uma estrada vazia? Agora tira tudo e vê o que sobra, isso ai, quase nada (risos).

Resumindo, se você tentar fugir do clichê ele acha você, para onde você for, ele vai estar lá. Então este textinho é só para te dizer “Se acostume com os clichês”. Ame-os porque assim ficará mais fácil lidar com eles, e se já os amar, ótimo eles são maravilhosos!



Kel Rasinhas—Raquel: Ahhhh os clichês.... Amados por muitos, odiados por outros, mas figurinha cativa em nossas vidas como leitores e escritores.
Todo o clichê já foi algo original, só que deu tão certo, mas tão certo que todo mundo resolveu replicar querendo o mesmo sucesso.

Eu? Eu amo os clichês, muitos dos meus livros favoritos são repletos deles, inclusive livros escritos por mim. Tem como escrever algo totalmente original? Sim, não vejo nada disso como impossível, mas para você criar algo completamente original, onde você ira se inspirar? Por que, se é original significa que nunca foi escrito nada igual, ninguém nunca teve essa ideia.
Quando nos inspiramos em algo que já lemos o que estamos fazendo é criando um clichê. Um exemplo maravilhoso: As protagonistas sonsas, fracas e que sempre dependem do par romântico para respirar.

Todos, absolutamente todos usavam esse tipo de protagonista que começa fraca e no final se torna forte por que as leitoras se identificam com elas de alguma forma. Atualmente só se fala de protagonistas fortes e independentes, que tem suas carreiras, são bem sucedidas, se bancam e batem de frente com o boy. Maravilhoso! Até por que nós somos assim, mas são tantos livros, mas tantos livros trazendo esse tipo de personagem, duplicando as personalidades e atitudes que elas logo se tornaram também um clichê. Significa que serão ruins? Nunca! Significa que não devemos mais escrever personagens assim? Jamais.
Os clichês estão ai para nos ensinar a nos desafiarmos, modificá-los e não evitá-los. O seu primeiro livro pode ter sido um grande clichê e você amou. Por que agora ele não é mais tão bom? Ainda é um livro maravilhoso que na época não tinha nada de Clichê.


Vamos nos focar menos no que é ou deixa de ser clichê e sim no que realmente importa que é a literatura bem feita, histórias maravilhosas que enchem nossos corações com todo o tipo de sentimentos.


Nathali Lima: Certo.  Vamos falar sobre clichê.
Pois é… clichê. Mas o que é que significa essa palavra que é tão usada para descrever tantas coisas em tantos assuntos?  De acordo com o dicionário, clichê significa chapa metálica onde está reproduzida uma imagem em relevo que está destinada para impressão, mas esse significado não é o que se encaixa no que estamos falando aqui, né?
Então, também de acordo com o dicionário, clichê significa frase ou expressão muito repetida; um chavão; lugar-comum.  Podemos dizer, então, que essa parte do “ser batido” é o que se encaixa aqui no nosso momento. Pois bem… eu vim aqui para falar sobre o significado “batido” dessa palavra na escrita, mais especificamente na literatura.
O clichê é algo que eu, particularmente gosto muito. Nada como um bom romance romântico ou um suspense bem escrito naquela trilha que você sabe que vai descobrir quem é o assassino ou como o casal principal vai ficar junto da forma mais inusitada.
Porque o clichê, por mais clichê que ele seja, ele também consegue ser surpreendente de maneiras que fazem dele um clichê que sai do comum dos clichês.
Isso faz sentido? (risos)
A questão, é que o clichê se tornou estereotipado. Se tornou algo que uma grande quantidade de pessoas rejeita apenas por considerar que todo o clichê será o mesmo clichê. Mas eu tenho uma novidade para você, meu caro amigo – uma novidade que eu realmente acredito – o clichê não é clichê.
O que torna algo clichê?
Vamos ver pelo lado do romance romântico:
Mocinho conhece mocinha. 
Mocinho e mocinha se apaixonam.
Os mocinhos ficam juntos. 
Tem alguém que quer separá-los. 
Esse alguém consegue. 
Mocinha sofre. 
Mocinho decide que não quer mais mocinha, mas não pode parar de pensar nela e no quanto ela é “perfeita”. 
Eles se reencontram. 
Eles brigam. 
Eles se resolvem. 
Eles se declaram. 
Felizes para sempre. 
Vamos colocar desse jeito simples, não é? (risos)
A maneira como as coisas acontecem, a maneira como o autor leva estas situações é o que define a diferença entre os clichês que tanto se tornou ainda mais clichê.
O fato é que quando coisas acontecem muitas vezes isso se torna clichê, e no caso do romance romântico – citado como exemplo – separar o casal por algum motivo, ou fazer um dos mocinhos ter um problema tão grande que o impede de se apaixonar pelo outro mocinho é o que traz os dramas e as reviravoltas que a história pede para prender o leitor.
O clichê é uma arma de escrita que, se bem trabalhada e bem usada, faz dos leitores “reféns” do enredo e do que vai acontecer na história.
Fugir do clichê sempre é bom, renova a escrita e é desafiador, mas um clichê bem trabalhado com as nuances bem destacadas e feitas de um bom jeito – aquele jeito que mostre a diferença de um clichê para o outro – também mostra a diferença, também faz uma coisa comum ser uma grande coisa.
E era isso que eu tinha para dizer. Espero que tenha feito algum sentido e que tenha ajudado.
Não tivemos analogias à aranhas desta vez – Graças ao bom Deus – mas acho que pude me fazer entender um pouco.


Um grande beijo e até o próximo encontro, babies 

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